Zen e a Arte de Nadar

Enfim o assunto natação apareceu por aqui! Meus amigos já não devem mais aguentar o tanto que falo sobre isso, mas sempre tem mais alguma coisa para citar. Ao ler o post do macaco aquático Doug comentando sobre a paz e a tranquilidade senti cheiro de post, tanto que até virou título!

Na foto parece tão natural...

Na foto parece tão natural...

Mas afinal de contas, seria a natação além de um exercício físico um exercício zen? Sim, certamente! Desligar da rotina diária e cair na piscina faz bem para mente e corpo, afinal de contas, não tem como nadar sem concentração, pensando em atividades que deixaram de ser feitas ou terão que ser feitas. Tente fazer isso e vai beber água na certa. Mas seria só isso? Não, claro que não. Outras duas grandes lições que ela ensina é respeitar/encontrar seus limites e controlar a pressa. Lições essas que estão relacionadas entre si, pois achar o compromisso ideal entre seu limite e a ânsia de nadar cada vez mais e mais rápido podem conduzir ao aproveitamento ideal da aula e grande satisfação pessoal, pois vale mais a pena nadar em um ritmo que você consiga manter a aula inteira.

Uma meta e um caminho, que só serão alcançados com atitude zen.

Uma meta e um caminho, que só serão alcançados com atitude zen.

E na parte física esse esporte completo insiste em nos mostrar o quão incompletos somos. Coordenar técnicas, movimentos, respiração e ter pique para encarar 45 minutos de aula (em média) nadando não é fácil, mas é um desafio muito agradável! Assim como em quase tudo da vida existe a necessidade de perseverar para se atingir bons resultados.

Chegar nesse nível pode até demorar, mas com perseverança se chega lá!

Chegar nesse nível pode até demorar, mas com perseverança se chega lá!

E você, o que está esperando? Vá nadar, sua mente e seu corpo agradecem!

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por cristianocosta em Sem categoria e tem 1 comentário

O retorno do macaco aquático

Assim como a evolução dos seres humanos, algumas mudanças de comportamento demoram tanto tempo quanto. Em Julho deste ano, quando assisti pela primeira vez o vídeo no final deste post, eu já queria fazer natação. Depois de quase 3 meses, volto da minha terceira aula duvidando da teoria do macaco aquático.

Basicamente o que esta hipótese levanta é a possibilidade dos seres humanos terem evoluído não dos macacos que foram para a savana, como os babuínos, e sim de um “macaco aquático”, que vivia da coleta de moluscos e desenvolveu características físicas adaptadas a uma vida aquática, entre elas o controle da respiração, falta de pêlos e uma camada de gordura para isolar o frio.

Ironicamente, os humanos agora procuram a natação para eliminar esta mesma “capa de gordura”. Podemos ter o reflexo do mergulho desde bebês, mas deixe eu lhes dizer que cair numa piscina com seriedade não é nada natural! Na segunda piscina o seu fôlego já se esvai, mas mesmo assim o nosso dom de controlar a respiração e algumas características físicas, como um nariz “encapado”, fazem com que pelo menos a água não entre em seus pulmões.

swimgirl

A maioria dos animais consegue nadar. Quem nunca jogou seu cachorro na piscina quando era criança para ver ele nadando? Virou até uma modalidade de nado. Mas mergulhar, entre todos os animais terrestres os seres humanos são os únicos.

Que bom se uma aula de natação fosse só mergulhar! Mas lá vamos nós gerando propulsão com nossos membros, que tem somente vestígios de membranas natatórias, de todo jeito imaginável: com um braço, só com as pernas, alternando braços, de frente, de costas.

Mesmo com o cansaço e a frustração ao realizar que assim como do macaco da savana já nos afastamos muito do hipotético macaco aquático, um benefício muito grande de colocar a cabeça debaixo d’água e percorrer alguns metros é o silêncio e tranqüilidade que encontramos nesses momentos. Por alguns minutos saímos da floresta e temos tempo de clarear e talvez evoluir nossas mentes.

por dougspadotto em Comportamento,Pessoal e tem (3) comentários
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