Ao Mundo Novo

Ontem seriam comemorados os 153 anos de vida do célebre engenheiro elétrico e inventor Nikola Tesla. Nem que tenha sido no colégio como unidade de medida dos resultados das fórmulas de eletromagnetismo, todos já devem ter ouvido falar dele.

Ele foi um dos maiores inventores da História, um cientista que vivia cercado por artistas, um filósofo dos elétrons. Suas contribuições vão da melhoria na utilização da corrente alternada até uma releitura da teoria da gravidade, passando pelo design de novos meios de transporte e comunicação no caminho (ele é oficialmente o inventor do rádio).

Tesla devorava (e memorizava) livros, tendo uma base teórica que o deixava estranhamente (para os expectadores) confortável durante as manifestações dramáticas de seus inventos, como a bobina Tesla.

Assustador. Inofensivo. Útil.

Assustador. Inofensivo. Útil.

Este orgulhoso iugoslavo imigrou para os Estados Unidos com nada mais do que uma carta de recomendação à Thomas Edison, seu primeiro empregador no país e depois seu arqui-rival. Na Europa ele nunca chegou a concluir um curso superior, sofrendo desde cedo com distúrbios de personalidade.

Resolvendo problemas de engenharia complicadíssimos a 18 dólares por semana ele não teria ido longe. Mas uma inquietação muito comum se manifestou dentro deste incomum imigrante: o clima de liberdade da nova pátria o fez acreditar em suas idéias, sair da companhia de Edison e prosseguir com suas próprias pernas.

É um tema recorrente, principalmente na vida de imigrantes de países pequenos, sejam em território (Itália, Iugoslávia) ou em liberdades (China, Rússia): o impulso gerado pela troca de ares ou a simples luta pela sobrevivência extraem o melhor de pessoas que em seus países de origem seriam “só mais um”. No novo cenário elas se tornam algo mais do que o seu país de origem, quebrando estereótipos e reinventando sua cultura, misturando-a com a do país hospedeiro e de outros imigrantes, formando algo novo e vibrante.

Se fôssemos feitos para ficar em um só lugar teríamos raízes e não pernas, folhas e galhos e não sentidos que se aguçam a cada novo estímulo e que são transformados pelo nosso intelecto. Seja imigrando ou simplesmente experimentando, somos uma espécie movida à busca do “novo”, não há como negar.

Não só um pensador

Não somente um pensador

escrito por Douglas
por dougspadotto em Round 1 e ainda não tem comentários
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