Chega, chega, chega! É uma gripe! Qual é a comoção geral? Onde o controle foi perdido? Foi a mídia? Foram os governos? Foram as indústrias farmacêuticas manipulando os dois anteriores? (teorias da conspiração sempre têm que conectar tudo).
É insuportável a cobertura da mídia, que chegou até a rotular a doença de “Nova Gripe” recentemente, me fazendo pensar em contraí-la para estar na moda. O governo, ao menos do Paraná, parece estar tentando segurar as rédeas da histeria popular e só irá divulgar números semanalmente, ao invés de diariamente, talvez tentando matar por inanição o sensacionalismo dos jornais.
Só que este controle dos números só serve para gerar mais especulação do time dos teóricos da conspiração. Por que estão escondendo os números? São maiores que os da gripe comum? São maiores do que os das pessoas que morrem escorregando no banheiro? São… são… são… Posso dizer uma coisa: ninguém que está “são” faz estas perguntas.

Estou ouvindo um "óinc!", vou morrer!
As conseqüências para as pessoas esclarecidas começam a aparecer também: aulas canceladas em todos os níveis (até as faculdades de Medicina), espetáculos de teatro cancelados (se bem que ver Denise Stoklos e uma cadeira encenando Mary Stuart é câncer comparado com a gripe), gratuidade de museu suspensa (vamos ficar em casa vendo o noticiário e ficando mais amedrontados, isso), até um evento com o médico superstar Drauzio Varella foi cancelado.
Enquanto isso, os shopping centers e seus cinemas estão cheios, com sessões e mais sessões lotadas de Harry Potter, e os estoques de Tamiflu e álcool em gel sumindo das drugstores.
O único sintoma desta “nova” gripe que me assusta é a insanidade.
The dreams in which I’m dyin’ / Are the best I’ve ever had
