Grátiscicle!

por dougspadotto em 2 de fevereiro de 2010

Um colega aventureiro precisava de um novo celular. Outro hirsuto colega deu a dica: tenta a lista Freecycle. “Freecycle?”, pensei. Fiquei intrigado e segui os links fáceis na Internet até encontrar um movimento popular muito interessante, o tal Freecycle. “Changing the world one gift at a time” (“Mudando o mundo um presente por vez”) é o lema da comunidade ou, melhor dizendo, comunidade de comunidades, pois cada cidade ou região tem seu grupo de “presenteadores”.

Adoro dar presentes, e mudar o mundo também não me parece uma má idéia. Não demorei 2 minutos para me inscrever na lista e começar a receber os disciplinados e-mails com “[OFEREÇO]“, “[RESERVADO]“, “[ACEITO]“, “[PROCURO]” no começo da linha de assunto, seguido das mais diversas mercadorias: livros, móveis, brinquedos, computadores e até papel para rascunho.

A idéia é anunciar itens que você não quer ou precisa mais e dar para outras pessoas. Nenhum dinheiro pode trocar mãos. São presentes mesmo. Da mesma maneira, se alguém quer ou precisa de alguma coisa, ela pede na lista e quem puder entra em contato e mais um presente troca mãos, de novo sem nenhum dinheiro envolvido.

É um jeito divertido de reciclar, melhorar o mundo e ainda fazer amigos, ou parceiros em uma iniciativa tão bacana. Sugiro que todos acompanhem as listas em suas localidades. Se não pelos itens, pelos sentimentos e histórias que coisas que nem são suas podem despertar: uma coleção inteira da Barsa fez minha imaginação voar, pois sempre quis ter uma quando pequeno. Um armário e uma mesa também quase foram resgatados por mim, mas enquanto eu pensava ela foi aceita por uma “entidade que cuida de crianças com problemas financeiros” (a entidade ou as crianças? Esses pequenos gastadores compulsivos!)

Uma mesma pessoa ofereceu um carrinho de bebê e logo em seguida pediu um cavalete de pintura. Será que ela perdeu um bebê e resolveu fazer terapia com pintura? Não, não… as crianças cresceram e ela agora tem tempo para voltar a pintar.

Sorte destas crianças crescerem em um mundo onde muito pouco se compra, e tudo se transforma.

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