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	<title>Cansei de ser cowboy &#187; curitiba</title>
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		<title>Curitiba &#8211; PR, Bélgica</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Aug 2010 12:32:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dougspadotto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Acompanhado de minha ilustríssima namorada participei ontem do primeiro evento &#8220;Dinner &#38; a Movie&#8221; do Brooklyn Café aqui em Curitiba. Requiãozices à parte, a classificação própria do lugar é &#8220;coffee shop&#8221;. Lugar bem simpático na Trajano Reis, a nossa germinante &#8220;rua do Rock&#8221;. Os pratos foram interessantíssimos e deliciosos. De esferas de manga a brotos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acompanhado de minha ilustríssima namorada participei ontem do primeiro evento &#8220;Dinner &amp; a Movie&#8221; do <a href="http://www.brooklyncoffeeshop.com.br/site/" target="_blank">Brooklyn Café</a> aqui em Curitiba. <a href="http://twitter.com/traduzpraele" target="_blank">Requiãozices</a> à parte, a classificação própria do lugar é &#8220;coffee shop&#8221;. Lugar bem simpático na Trajano Reis, a nossa germinante &#8220;rua do Rock&#8221;.</p>
<p>Os pratos foram interessantíssimos e deliciosos. De esferas de manga a brotos de samambaia até cogumelos, o chef Washington Silvera deu um show para os presentes. Vocês podem acompanhar a apresentação do menu aqui:</p>
<p style="text-align: center;"><object width="425" height="350"><param name="movie" value="waJ_8DsGpmw"></param><param name="wmode" value="transparent" ></param><embed src="http://www.youtube.com/v/waJ_8DsGpmw" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"></embed></object></p>
<p style="text-align: left;">Mas, da mesma forma que a Trajano Reis não é a rua do rock, por mais comovente que seja a aglomeração dos tipos mais bacanas da cidade pela região nas noites de quinta a domingo, o Brooklyn não foi um café do pessoal <em>trendy</em> de Estocolmo e não segurou bem a audiência para o filme que seguiu o jantar (na verdade foi em paralelo).</p>
<p style="text-align: left;">O cult &#8220;O Grande Lebowski&#8221; (&#8220;<a href="http://www.imdb.com/title/tt0118715/" target="_blank">The Big Lebowski</a>&#8220;, 1998) foi apresentado na parede do café. Escolha ótima que complementaria a noite, se não fosse o frio tremendo que fazia. O pé direito alto do lugar e a falta de aquecimento forçou a nossa saída antes do final do filme (e da sobremesa). Outro motivo para a saída foi a vontade de assistir o primeiro debate dos candidatos à presidência.</p>
<p style="text-align: left;">Uma vez Simón Bolívar se irritou com a chacota dos europeus sobre sua tendência absolutista. Irado, disse: &#8220;deixem que vivamos a nossa adolescência!&#8221;. Mas, neste caso, talvez seja bom ouvir o conselho da nossa mãe Europa e vestir um casaco.</p>
<p style="text-align: left;">Por mais bacanas que sejam as idéias de eventos culturais alternativos, precisamos que a organização leve em conta o ambiente, seja o calor escaldante de Salvador ou o frio esquizofrênico de Curitiba. De qualquer maneira, o importante é continuar experimentando. Brotos de beterraba, alguém?</p>
<p style="text-align: left;">
<div id="attachment_3559" class="wp-caption aligncenter" style="width: 290px"><a href="http://www.canseidesercowboy.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/08/714184.jpg"><img class="size-full wp-image-3559" title="714184" src="http://www.canseidesercowboy.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/08/714184.jpg" alt="" width="280" height="280" /></a><p class="wp-caption-text">Só faltou o Tofu Matador</p></div>
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		<title>Somos teatro. Escute o silêncio. Geladeira.</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Jul 2010 18:05:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dougspadotto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Samuel Beckett]]></category>
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		<description><![CDATA[No frio úmido tipicamente curitibano de ontem à noite (não que esta noite vá ser diferente), eu e minha excelentíssima participamos, isso mesmo, participamos, de uma leitura de textos da autora mexicana Ángeles Mastretta e do irlandês Samuel Beckett. Participamos pode ser uma palavra forte para ficarmos na platéia ouvindo uma adaptação nem teatral nem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No frio úmido tipicamente curitibano de ontem à noite (não que esta noite vá ser diferente), eu e minha excelentíssima participamos, isso mesmo, participamos, de uma leitura de textos da autora mexicana <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/%C3%81ngeles_Mastretta" target="_blank">Ángeles Mastretta</a> e do irlandês <a href="http://www.samuel-beckett.net/" target="_blank">Samuel Beckett</a>.</p>
<p>Participamos pode ser uma palavra forte para ficarmos na platéia ouvindo uma adaptação nem teatral nem acadêmica de uma seleção de textos de &#8220;<a href="http://www.editoras.com/objetiva/406-2.htm" target="_blank">Mulheres de Olhos Grandes</a>&#8221; da mexicana e &#8220;<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Samuel_Beckett#Prose" target="_blank">Frustres</a>&#8221; (<em>Fizzles</em>) do irlandês que fez seu nome em Paris. Mas não é forte. Especialmente em se tratando deste segundo autor e seus textos.</p>
<p><a href="http://www.canseidesercowboy.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/07/13603b7035608a885bc75efc18c65bb9.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3471" title="13603b7035608a885bc75efc18c65bb9" src="http://www.canseidesercowboy.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/07/13603b7035608a885bc75efc18c65bb9.jpg" alt="" width="420" height="374" /></a></p>
<p>A &#8220;faixa bônus&#8221; da leitura foi um painel com os organizadores e realizadores do projeto, e deu muito o que pensar além dos textos (bem, daí o nome &#8220;bônus&#8221;, não é?).</p>
<p>Não me meti a fazer links entre Mastretta e Almodóvar, Beckett e haicais e o mercado de literatura. Sou tímido. Não acho que tenho a desenvoltura intelectual para &#8220;ficar bem&#8221; em uma discussão dessas. Mesmo tendo certeza que me sairia melhor do que alguns dos que participaram (curitibano eu, não?).</p>
<p>O fato de não encontrarmos uma autora que escrevesse sobre algo que não os problemas femininos apareceu na caminhada de volta para casa no frio. Mas a relevância de Beckett continuou até hoje ao meio-dia, quando uma corrente de pensamento que começou na faixa bônus continuou:</p>
<p>Beckett trata dos &#8220;vazios&#8221;. É o que todos dizem. Mais de 50 anos se passaram desde a revolução trazida ao teatro pelos seus textos, e além de referência seu estilo já virou até sátira. Um texto &#8220;beckettiano&#8221; parece falar nada. Não parece haver conexão entre as coisas que ele escreve. &#8220;Meu silêncio. Bananeira do avô. Carro de boi. Ele vai.&#8221; &#8211; junte textos deste tipo e uma guria mostrando os peitos e você tem 78% das peças de teatro entre 1950 e 2000.</p>
<p>Mas por que ao mesmo tempo em um dos textos de &#8220;Frustres&#8221; eu tive vislumbres de H. P. Lovecraft, Douglas Adams, Rudyard Kipling e praticamente todo o resto do arsenal de ficção de que eu disponho para preencher os vazios? Me peguei em alguns momentos até me colocando na cena, que parece ao mesmo tempo ser de um inválido espionando um ex-amor, um veterano de guerra mutilado ou até mesmo um parasita alienígena dentro de um ser humano.</p>
<p>Beckett tem uma obra de 50 anos e milhares de páginas. Não pode ser um autor do &#8220;nada&#8221;, do &#8220;vazio&#8221;. Nestes vazios, como na música, está Deus. Está a consciência do que realmente somos. O resto, nossa vida observável, até nossa ficção, é que é a ilusão. A verdade está nestes espaços.</p>
<p><a href="http://www.canseidesercowboy.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/07/Samuel-Beckett-001.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3472" title="Samuel-Beckett-001" src="http://www.canseidesercowboy.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/07/Samuel-Beckett-001.jpg" alt="" width="460" height="276" /></a></p>
<p><em>&#8220;Here&#8217;s my life, why not, it is one, if you like, if you must, I  don&#8217;t  say no, this evening. There has to be one, it seems, once there  is  speech, no need of a story, a story is not compulsory, just a life,   that&#8217;s the mistake I made, one of the mistakes, to have wanted a story   for myself, whereas life alone is enough.&#8221;<strong> (&#8220;Aqui está minha vida, por  quê não, é uma vida, se você quiser, se você precisar, eu não digo não,  esta noite. Deve existir uma, eu acho, uma vez que há a fala, nenhuma  necessidade de uma história, uma história não é compulsória, somente uma  vida, este foi o erro que eu cometi, um dos meus erros, querer uma  história para mim, quando só uma vida é suficiente.&#8221;) </strong>&#8211; Textos para nada (1955)</em></p>
<p><em>P.S.: título do post com um tip o&#8217; the hat para <a href="http://www.threadless.com/product/623/Haikus_are_easy_but" target="_blank">esta camiseta</a>.<br />
</em></p>
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		<title>Amadurecendo a discussão sobre a Linha Verde</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Mar 2010 14:48:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dougspadotto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Meu carro foi arrombado novamente. Desta vez os meliantes não levaram absolutamente nada, a não ser o valor da franquia do seguro que vou pagar no conserto das fechaduras e da porta. A cultura do ladrão era tão pouca que nem meu iShuffle eles levaram, pensando ser um clipe ou outro acessório fashion. Sinto pena, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Meu carro foi arrombado novamente. Desta vez os meliantes não levaram absolutamente nada, a não ser o valor da franquia do seguro que vou pagar no conserto das fechaduras e da porta. A cultura do ladrão era tão pouca que nem meu iShuffle eles levaram, pensando ser um clipe ou outro acessório <em>fashion</em>. Sinto pena, junto com uma medida de indignação, pelo que aconteceu.</p>
<p>Meus representantes não fazem nada, e eu menos ainda. Somente me nego a viver com medo, e acho isto uma vitória quando comparado com os sentimentos de colegas que ouço por aí. É uma concessão que faço: sofro com o crime, mas me nego a viver assustado. Talvez isso mude quando minha vida ou dos meus entes queridos seja ameaçada e não meus bens materiais, não sei.</p>
<p>Mas o post não é sobre criminalidade, mas outra grande polêmica que envolve nosso maior representante local, o prefeito da cidade, e sua obra-chave: a Linha Verde, uma reestruturação de um contorno, adicionando pistas, canaleta de ônibus e um paisagismo <em>joínha</em>. Como é bom falar mal da Linha Verde, não? Não tem um dia que se passe na Band News sem alguém falando a &#8220;vergonha&#8221; que é aquilo.</p>
<div id="attachment_2808" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a href="http://www.canseidesercowboy.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/Imagem0381.jpg"><img class="size-full wp-image-2808" title="Imagem038" src="http://www.canseidesercowboy.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/Imagem0381.jpg" alt="" width="400" height="533" /></a><p class="wp-caption-text">Não é exatamente a primeira coisa que vem à mente ao se pensar &quot;Linha Verde&quot;, não?</p></div>
<p>Nunca fui desta opinião. A Linha Verde melhorou e muito o tempo que levo da minha casa à casa dos meus pais (Jardim das Américas &#8211; CIC, aproximadamente 25km). Isso de carro é fácil falar. Mas e sem carro? Algumas <a href="http://www.apocalipsemotorizado.net/tag/curitiba/" target="_blank">organizações muito </a><em><a href="http://www.apocalipsemotorizado.net/tag/curitiba/" target="_blank">cool</a> </em>além de criticar a Linha Verde criticam a falta de planejamento para transporte coletivo e/ou alternativo, como a bicicleta. Resolvi pôr a prova estas acusações.</p>
<p>Tenho uma Monark Barra Circular de 1989 que mandei reformar no final do ano passado e que não tinha usado desde então (e muito tempo antes disso). Sempre me enrolei para trazê-la para minha casa porque colocar ela no carro era trabalhoso. Resolvi então &#8220;trazê-la&#8221; com ela &#8220;me trazendo&#8221;.</p>
<p>Desde o fim do ano os pneus esvaziaram, e a corrente decidiu sair do lugar no vai e vem dos pneus sendo calibrados. Na mochila, itens essenciais da mudança semanal e para a jornada: laptop, roupas, toalha, 2 livros (nunca viaje sem livros) e 2 camisinhas (quem assitiu &#8220;Pulp Fiction&#8221; sabe que andar devagar por locais onde normalmente se anda rápido de carro pode ter conseqüências imprevisíveis):</p>
<p style="text-align: center;"><object width="425" height="350"><param name="movie" value="2RfQyR59oiM"></param><param name="wmode" value="transparent" ></param><embed src="http://www.youtube.com/v/2RfQyR59oiM" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"></embed></object></p>
<p style="text-align: left;">Dividi <a href="http://maps.google.com/maps?f=d&amp;source=s_d&amp;saddr=R.+Dr.+N%C3%A9lson+Lu%C3%ADs+Wolski+Velloso,+120+-+Curitiba+-+PR,+81250-280,+Brazil&amp;daddr=-25.496897,-49.318314+to:R.+Cel.+Joaquim+Lacerda+465,+Jardim+das+Am%C3%A9ricas,+Curitiba,+81530-160,+Brazil&amp;hl=en&amp;geocode=FdU0e_4d6hIP_SkpZtpo8-LclDHW9R5KdaPgYw%3B%3BFW-Re_4d-c4Q_SmPYhmNPeXclDG5t3YttxPDyg&amp;mra=dpe&amp;mrcr=0&amp;mrsp=1&amp;sz=12&amp;via=1&amp;sll=-25.49527,-49.28914&amp;sspn=0.184075,0.363579&amp;ie=UTF8&amp;z=12" target="_blank">o trajeto</a> em 6 trechos, sendo o principal a Linha Verde. Chegar até ela foi meio demorado a partir do CIC, mas depois foi uma beleza, mesmo debaixo de eventuais chuviscos. Existe uma ciclovia/calçada em todo o seu percurso (falhando um pouco na travessia perto da Leroy Merlin), com asfalto novo. Além disso, as subidas são suavizadas, sendo que na 1 hora e meia que passei pedalando mal cheguei a suar.</p>
<p style="text-align: left;">Então, ao invés de criticar, encontre soluções dentro do que a cidade oferece. Ou faça propostas. Não é porque a prefeitura não faz exatamente o que você quer que ela está perseguindo o grupo x ou y. Um <a href="http://www.abcp.org.br/solucoesparacidades/conteudo/?p=1322" target="_blank">bom projeto</a> demanda concessões, e temos que ser civilizados o suficiente para encontrarmos um meio termo entre as várias partes que formam esta metrópole dos pinheirais.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.canseidesercowboy.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/Imagem0401.jpg"><img class="size-full wp-image-2809  aligncenter" title="Imagem040" src="http://www.canseidesercowboy.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/Imagem0401.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a></p>
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		<title>Máfia sem família</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Feb 2010 21:46:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dougspadotto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Chegando perto do Oscar e morando aqui na província dos pinheirais fica difícil ter acesso a todos os filmes nas salas de exibição. Ainda bem que meu colega Beto Torrente oferece sessões especiais de filmes que não chegam por aqui. Foi o caso ontem à noite, quando tive o prazer de uma exibição privada de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Chegando perto do Oscar e morando aqui na província dos pinheirais fica difícil ter acesso a todos os filmes nas salas de exibição. Ainda bem que meu colega Beto Torrente oferece sessões especiais de filmes que não chegam por aqui. Foi o caso ontem à noite, quando tive o prazer de uma exibição privada de &#8220;Un Prophète&#8221; (<a href="http://www.imdb.com/title/tt1235166/" target="_blank">2009</a>), representante da França este ano na competição de melhor filme estrangeiro.</p>
<p>As comparações com &#8220;O Poderoso Chefão&#8221; vieram desde o primeiro trailer que vi na Web, mas o filme do diretor Jacques Audiard vai muito além disso. Em uma era individualista porém globalizada, a <em>famiglia </em>vira uma série de alianças entre corsos, árabes, ciganos e franceses. O protagonista, o jovem  Malik El Djebena (Tahar Tahim) é condenado a seis anos de detenção por agredir um policial, e há a insinuação de uma juventude aparentemente cheia de contratempos com a justiça. Só que desta vez ao invés do reformatório a prisão é de verdade.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.canseidesercowboy.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/02/un_prophete-9e8ac.jpg"><img class="size-full wp-image-2763  aligncenter" title="un_prophete-9e8ac" src="http://www.canseidesercowboy.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/02/un_prophete-9e8ac.jpg" alt="" width="300" height="400" /></a></p>
<p>Sozinho na prisão, Malik encontra proteção com os corsos, liderados por César Luciani (Niels Arestrup). Na França estes habitantes da ilha no Mediterrâneo são o equivalente dos sicilianos na Itália. A organização parece a mesma, e a língua é um misto de francês e italiano delicioso de (tentar) decifrar. Proteção que não vem de graça, marcando a graduação de Malik no crime.</p>
<p>Outra força a ser reconhecida na prisão são os muçulmanos. Para os corsos, são brutos que não usam a cabeça. São usados fora da prisão como músculos e tratados como animais. É entre estes dois mundos que Malik vive e floresce. Desprezado por seus irmãos por ser o criado dos corsos e maltratado por estes, aos poucos toda a humilhação vai trazendo conhecimento e sangue frio para que ele comece a alçar seus primeiros vôos em uma vida de crime organizado, mesmo de dentro da prisão.</p>
<p>Na cacofonia entre o árabe, francês e corso, na claustrofobia de um olhar que não enxerga nada além do que se apresenta logo a sua frente, Malik encontra um caminho, movido não pelo sobrenatural, mas suas próprias pulsões humanas, quase animais, de sobrevivência.</p>
<p>Realmente a aproximação com o clássico de Francis Ford Coppola é válido só que, também um sinal dos tempos, ele comprime os dois filmes em um só, e analisa as novas formas de sobrevivência que as pessoas à margem da sociedade encontram neste mundo onde tudo está tão próximo e interligado porém cada vez mais individualista e mesquinho.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.canseidesercowboy.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/02/PROPHETE1.jpg"><img class="size-full wp-image-2765  aligncenter" title="PROPHETE1" src="http://www.canseidesercowboy.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/02/PROPHETE1.jpg" alt="" width="434" height="289" /></a></p>
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		<title>Negócios de família</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Feb 2010 17:57:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dougspadotto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;A banda MoJones vai tocar no Wonka.&#8221; &#8220;No WON-KA?&#8221;. &#8220;Sim.&#8221; Minha presença estava garantida pois a banda é boa e o vocalista é um grande amigo, mas o choque da mais nova gig desta jam band ser em um dos bares mais hip de Curitiba se manteve até os primeiros dois minutos do show. Depois [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;A banda <a href="http://www.myspace.com/mojonesbluesrock" target="_blank">MoJones</a> vai tocar no Wonka.&#8221; &#8220;No WON-KA?&#8221;. &#8220;Sim.&#8221; Minha presença estava garantida pois a banda é boa e o vocalista é um grande amigo, mas o choque da mais nova <em>gig </em>desta <em>jam band</em> ser em um dos bares mais <em>hip </em>de Curitiba se manteve até os primeiros dois minutos do show. Depois disso, a música derrubou qualquer diferença ou preconceito.</p>
<p>Apresentando os personagens e cenário deste acontecimento, primeiro temos a banda MoJones, com muito rock n&#8217;roll, blues e funk em seu repertório. Em seguida, o Wonka bar, onde a galerinha antenada se encontra para tomar cervejinhas e comer crepes. Lá ninguém com um tênis com menos de 4 cores é alguém. Se seu cabelo não for repicado com navalha, eles oferecem o serviço na entrada para que você não se sinta tão deslocado.</p>
<p><a href="http://www.canseidesercowboy.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/02/hipster.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2688" title="hipster" src="http://www.canseidesercowboy.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/02/hipster.jpg" alt="" width="333" height="489" /></a></p>
<p>Nas horas de espera antes do show, ninguém parecia mais deslocado do que a própria banda. O bar estava bem cheio, o palco é pequeno e bem próximo da pista, não tinha como não sentir a pressão de tocar em um lugar assim.</p>
<p>Subindo no palco os cinco integrantes pareciam as cinco famílias de Nova York, cercadas pela Yakuza e as Tríades (de onde vieram tantos orientais?) e pela Lei, representada pelo padrão indie que o bar parece impor. Estava na hora de <a href="http://www.phrases.org.uk/meanings/159900.html" target="_blank">ir para os colchões</a>.</p>
<p><a href="http://www.canseidesercowboy.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/02/Go-to-the-Mattresses.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2689" title="Go-to-the-Mattresses" src="http://www.canseidesercowboy.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/02/Go-to-the-Mattresses-300x171.jpg" alt="" width="300" height="171" /></a></p>
<p>Aliviando o choque do primeiro contato, os <em>capos</em> da MoJones tinham seus fiéis <em>soldatos </em>logo nas primeiras filas, agitando muito e dando aquele apoio. Nas primeiras músicas os acertos de som, menos teclado, mais guitarra, e muito mais Jim Beam e Caracus, tomadas com satisfação pelo vocalista enquanto a banda honrava o seu nome de <em>jam</em>.</p>
<p>Aos poucos o público em geral foi ficando curioso com a barulheira, com as músicas clássicas de bem antes de The Cure ou Lady GaGa, como Stevie Wonder e ZZ Top. Vi mais de um hipster agitando com Black Crowes. Para os fiéis da banda, a estréia ao vivo da primeira música própria, &#8220;Crazy Jane&#8221;, trouxe sorrisos de orgulho e satisfação (ao menos pra mim).</p>
<p>Já confortáveis no palco e até aceitando pedidos, o show foi chegando ao fim. Eu já estava na parte de cima do bar (embaixo continuava a encher) e ouvi uma nota/grito do Chefe que, se não garantiu a volta da banda ao bar, ao menos imprimiu para sempre (ou pelo menos até reformarem/pintarem de novo o lugar) em suas paredes a marca do verdadeiro rock n&#8217;roll.</p>
<p style="text-align: center;"><object width="425" height="350"><param name="movie" value="_V-UduEtsNg&amp;feature=player_embedded"></param><param name="wmode" value="transparent" ></param><embed src="http://www.youtube.com/v/_V-UduEtsNg&amp;feature=player_embedded" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"></embed></object></p>
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		<title>Tão cinza&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Jan 2010 15:58:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Everton</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
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		<category><![CDATA[Poesias]]></category>
		<category><![CDATA[Tristeza]]></category>

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		<description><![CDATA[Viver em Curitiba é se acostumar com o céu cinza e não ligar muito para isso, é realmente ser feliz sem precisar de um dia de Sol. Porém agora percebo que o tempo talvez esteja influenciando o meu humor&#8230; não só o clima, mas também isso, preciso de férias, sem dúvidas! Enfim, esse breve briefing [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Viver em Curitiba é se acostumar com o céu cinza e não ligar muito para isso, é realmente ser feliz sem precisar de um dia de Sol.</p>
<p>Porém agora percebo que o tempo talvez esteja influenciando o meu humor&#8230; não só o clima, mas também isso, preciso de férias, sem dúvidas!</p>
<p>Enfim, esse breve briefing é pra dizer que estou triste, sei que estar triste é uma escolha e nesse momento essa é ruim, mas tudo vai passar! Mas por enquanto, algumas poesias tristes e uma acreditando que as coisas podem mudar&#8230;</p>
<p><strong>O que eu tenho</strong></p>
<p>Vejo as núvens lá fora<br />
o prenúncio de tempos difíceis<br />
sinto uma ânsia, uma vontade de gritar<br />
mas quem me ouviria, se já não grito?</p>
<p>sinto um calafrio<br />
que percorre meu corpo<br />
me avisando que algo está errado<br />
sinto um desespero, uma vontade de fugir<br />
mas para onde, se já cheguei?</p>
<p>sozinho e cercado de pessoas<br />
quero acreditar em algo bom<br />
mas sei esta apenas começando<br />
Sinto uma tristez, uma vontade de chorar<br />
mas quem se importaria, se já chorei?</p>
<p>Espero pelo silêncio<br />
dizendo que é chegada a hora<br />
começo a entorpecer, aquela vontade de deixar<br />
sinto um desalento, uma vontade de me perder<br />
mas perder o que, se já não tenho?</p>
<p>As núvens dizem<br />
que o calafrio<br />
é porque o tempo chegou<br />
e preciso chorar<br />
para finalmente deixar<br />
e encontrar o que eu tenho.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p><strong>Um novo</strong></p>
<p>Queria poder escrever um outro fim para nossa história,<br />
um que falasse que viveríamos felizes pra sempre<br />
mesmo sabendo que brigaríamos, choraríamos e até triste ficaríamos<br />
Mas com certeza também riríamos, dançaríamos e felizes seríamos</p>
<p>Vendo de certa maneira, não seria um fim, mas sim um novo começo<br />
acreditanto em tudo o que temos, em tudo o que aprendemos<br />
e não foram poucas coisas, definitivamente foi muita coisa<br />
mas agora eu escrevo meus capítulos e você os seus</p>
<p>No meu livro você ainda é personagem principal,<br />
Tem papel de destaque, mas vive em fuga, não quer mais o mocinho<br />
Queria tanto ler o seu livro e saber o que você escreve<br />
saber se tem uma parte dele onde eu apareça</p>
<p>Talvez na sua história eu seja apenas o vilão mal,<br />
que maltratou seu coração e que nem de perto merece perdão<br />
engraçado que escrevemos histórias parecidas<br />
porém com personagens tão diferentes</p>
<p>Ambas histórias fazem muito sentido sozinhas, em separado<br />
mas com certeza seriam mais completas se de duas fizessemos uma<br />
se o seu vilão se transformasse no mocinho que salva o dia<br />
e que vive com a mocinha pra sempre, melhorando dia-a-dia</p>
<p>Mas não sou eu quem escreve seu livro, sequer tenho influencia<br />
E talvez, apenas talvez, seja hora de eu escrever um novo&#8230;</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p><strong>Ainda</strong></p>
<p>Ainda que eu ame seus belos olhos,<br />
não vou mais fitá-los</p>
<p>Ainda que eu ame sua voz doce,<br />
não vou mais ouvi-la</p>
<p>Ainda que eu ame seu cheiro,<br />
não vou mais senti-lo</p>
<p>se for isso que te fará feliz,<br />
eu ficarei pra trás</p>
<p>Entregarei os pontos<br />
e entenderei que perdi<br />
ou melhor que deixei</p>
<p>Ainda que eu ame suas mãos,<br />
não vou mais tocá-las</p>
<p>Ainda que eu ame seus cabelos,<br />
não vou mais acariciá-los</p>
<p>Ainda que eu ame seu coração,<br />
não vou mais confortá-lo</p>
<p>Se for isso que te fará evoluir,<br />
eu seguirei em frente</p>
<p>engolirei o choro<br />
e aceitarei suas escolhas<br />
sua felicidade</p>
<p>Ainda que eu ame suas qualidades,<br />
Ainda que eu ame seus defeitos,<br />
Ainda que eu a ame por completo,<br />
Ainda que eu ame você e só você<br />
não vou deixar de te amar<br />
mas vou deixar de sofrer</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p><strong>Só uma vez foi&#8230;</strong></p>
<p>Quero encontrar o que eu perdi,<br />
mas não confunda com o que eu deixei<br />
o primeiro eu não escolhi<br />
e para o segundo foi como eu pensei</p>
<p>Quero juntar os pedaços do meu coração<br />
mas não confunda com os do seu<br />
o primeiro eu não tinha noção<br />
e para o segundo foi porque você sofreu</p>
<p>Quero acreditar em amar novamente<br />
mas não confunda com o nosso amor<br />
o primeiro seria apenas diferente<br />
e para o segundo, ah, era o furor</p>
<p>O que perdi, o que deixei<br />
o que escolhi, o que pensei<br />
O meu coração, também o seu<br />
a falta de noção, quanto você sofreu<br />
amar novamente, não o nosso amor<br />
seria diferente, sem todo o furor<br />
porque igual, intenso e bom<br />
só uma vez foi&#8230;</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p><strong>Pense nisso</strong></p>
<p>Tempos ruins, em estradas tortuosas,<br />
Chuva, tempestade e Neblina<br />
Dor, angústia, raiva e remorso<br />
Aquela vontade de parar o mundo</p>
<p>Mas lembre-se minha dona:</p>
<p>Sempre há um porto seguro<br />
Com estradas macias<br />
Onde sempre há Sol<br />
Alegria, carinho, amor e paixão<br />
Aquela vontade de parar o mundo<br />
Só que agora por outro motivo</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Livre adaptação</title>
		<link>http://www.canseidesercowboy.com.br/blog/2010/01/15/livre-adaptacao/</link>
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		<pubDate>Fri, 15 Jan 2010 03:41:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dougspadotto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Acme]]></category>
		<category><![CDATA[Aoca]]></category>
		<category><![CDATA[Arthur Conan Doyle]]></category>
		<category><![CDATA[Brad Pitt]]></category>
		<category><![CDATA[curitiba]]></category>
		<category><![CDATA[forró]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra ao Terror]]></category>
		<category><![CDATA[Guy Ritchie]]></category>
		<category><![CDATA[Jude Law]]></category>
		<category><![CDATA[Rachel McAdams]]></category>
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		<category><![CDATA[Sherlock Holmes]]></category>
		<category><![CDATA[vitoriana]]></category>

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		<description><![CDATA[Aqui em Curitiba existe um espaço cultural chamado Aoca. Alguns que o conhecem podem rir-se desta definição. É na verdade uma casa noturna freqüentada por  universitários, estejam eles na Universidade ou não. O que atrai muitos destes freqüentadores são os ritmos nacionais que a casa apresenta de quinta a sábado. Alguns até &#8220;agitam&#8221; no pré-show [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aqui em Curitiba existe um espaço cultural chamado Aoca. Alguns que o conhecem podem rir-se desta definição. É na verdade uma casa noturna freqüentada por  universitários, estejam eles na Universidade ou não. O que atrai muitos destes freqüentadores são os ritmos nacionais que a casa apresenta de quinta a sábado. Alguns até &#8220;agitam&#8221; no pré-show destes dias: a performance muitas vezes solo de um artista que já ouvi ser chamado de &#8220;Livre adaptação&#8221;.</p>
<p>O apelido carinhoso ao meu ver vem do fato que todas as versões das músicas que ele interpreta soarem como um forró. Seja um samba rock ou um clássico da MPB, mesmo sem o triângulo acompanhando parece que, por exemplo, &#8220;Proibida pra mim&#8221; foi composta no sertão do Ceará. De longe é bonito apreciar a liberdade e a personalidade que este artista impõe toda semana por lá a tanto tempo.</p>
<p>Longe da escuridão da rua 13 de Maio, no frio de um cinema de shopping, hoje tive o prazer de, agora de perto, me deliciar com outra forma de livre adaptação: se Guy Ritchie tocasse forró, &#8220;<a href="http://amazon.imdb.com/title/tt0988045/" target="_blank">Sherlock Holmes</a>&#8221; (2009) seria pra lá de arretado!</p>
<div id="attachment_2402" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.canseidesercowboy.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/sherlock-holmes-movie.jpg"><img class="size-medium wp-image-2402" title="sherlock-holmes-movie" src="http://www.canseidesercowboy.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/sherlock-holmes-movie-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a><p class="wp-caption-text">Cada um com seu par? Vamos lá!</p></div>
<p style="text-align: left;">O triângulo imaginário que soou no meu ouvido desde os primeiros momentos do filme, que mostram uma cerimônia macabra desmantelada pelos heróis, foi tocado por outro livre adaptador de <em>vitoriana</em>, o mago Alan Moore, escritor dos clássicos &#8220;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/From_Hell" target="_blank">From Hell</a>&#8221; e &#8220;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/The_League_of_Extraordinary_Gentlemen" target="_blank">League of Extraordinary Gentlemen</a>&#8220;. Ficava imaginando como o talento de Guy Ritchie serviria bem para eventuais re-adaptações destas obras para a telona. Elas já foram adaptadas mas estão mais para versões de Rolling Stones cantadas por Britney Spears do que para um veloz repente do Nordeste.</p>
<p style="text-align: left;">Velocidade é algo que Ritchie sabe usar. A tal ponto que ele muitas vezes pára, antecipa ou explica posteriormente suas cenas, que relampejam pela tela em quadros que duram frações de segundo (guarde este seu editor a sete chaves Guy!). Como o Pápa-Léguas, estes <em>slow motions</em> são os seus &#8220;beep! beep!&#8221; para os coiotes coiós sentados na platéia. Nunca foi tão bom ser esmagado por um cofre Acme!</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.canseidesercowboy.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/21477bplooney-tunes-wile-e-coyote-posters.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2403" title="21477bplooney-tunes-wile-e-coyote-posters" src="http://www.canseidesercowboy.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/21477bplooney-tunes-wile-e-coyote-posters-216x300.jpg" alt="" width="216" height="300" /></a>Direção de arte, fotografia e figurino são reforçados por computação gráfica e um roteiro magnético para formar uma mistura explosiva. Literalmente. A aventura de Sherlock Holmes (Robert Downey Jr.) e do Dr. John Watson (Jude Law) tem a marca de Guy Ritchie não só no seu uso da velocidade, mas da violência, tiros e explosões. Entretanto as bases da mitologia criada por Sir Arthur Conan Doyle são respeitadas, e até ampliadas, como no exame mais próximo do relacionamento de Holmes e Watson, uma amizade beirando a irmandade.</p>
<p style="text-align: left;">A mitologia cresce também no uso de uma vilã ocasional (do conto &#8220;<a href="http://sherlockholmesbr.vilabol.uol.com.br/umescandalo.htm" target="_blank">Um Escândalo na Boêmia</a>&#8220;), Irene Adler (Rachel McAdams) como ponte para a participação breve do arqui-inimigo de Holmes, Professor Moriarty (<a href="http://www.mtv.com/movies/news/articles/1628250/story.jhtml">interpretado por Brad Pitt em uma eventual continuação?</a>). A adaptação é tão multi-facetada e original que até sobrou espaço para uma crítica à Guerra ao Terror, com falas aqui e ali insinuando o medo como arma e a necessidade de uma liderança forte para combatê-lo, mesmo que este medo seja imaginário.</p>
<p style="text-align: left;">
<div id="attachment_2404" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.canseidesercowboy.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/sherlock_holmes_34.jpg"><img class="size-medium wp-image-2404" title="sherlock_holmes_34" src="http://www.canseidesercowboy.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/sherlock_holmes_34-300x169.jpg" alt="" width="300" height="169" /></a><p class="wp-caption-text">Lorde Bus... quer dizer, Blackwood (Mark Strong)</p></div>
<p style="text-align: left;">O <a href="http://boxofficemojo.com/movies/?id=sherlockholmes.htm" target="_blank">sucesso de bilheteria</a> alcançado pelo filme pode muito bem garantir uma continuação, que é mais do que insinuada no desfecho do filme. Mesmo que ela não se concretize, o filme se mantém muito bem não só como uma (livre) adaptação ou homenagem, mas também como um novo capítulo na saga do detetive mais famoso do Mundo.</p>
<p style="text-align: left;">Em uma eventual continuação poderíamos ter, junto com a viola e o repente de Ritchie e o triângulo de Moore, a zabumba das <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cataratas_de_Reichenbach" target="_blank">Cataratas de Reichenbach</a>?</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.sherlock-holmes.co.uk/news/sothebys.html"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2405" title="pagetdrawing" src="http://www.canseidesercowboy.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/pagetdrawing-204x300.jpg" alt="" width="204" height="300" /></a></p>
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		<title>Muito bem Flipper!</title>
		<link>http://www.canseidesercowboy.com.br/blog/2009/11/20/muito-bem-flipper/</link>
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		<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 19:05:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dougspadotto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[anti-fumo]]></category>
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		<description><![CDATA[E aí curitibanos, todos felizes? Vamos ficar mais alguns minutos vivos e podendo passear pelos nossos parques ou parados nos semáforos da Linha Verde tremendo de medo de sermos assaltados desde que a lei anti-fumo entrou em vigor, pouco mais de 24 horas atrás! Yey! Enlutado, não saí desde a semana passada, nem para as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E aí curitibanos, todos felizes? Vamos ficar mais alguns minutos vivos e podendo passear pelos nossos parques ou parados nos semáforos da Linha Verde tremendo de medo de sermos assaltados desde que a lei anti-fumo entrou em vigor, pouco mais de 24 horas atrás! Yey!</p>
<p>Enlutado, não saí desde a semana passada, nem para as &#8220;festas do último cigarro&#8221; feitas por alguns bares da cidade. Não tinha nada a comemorar. Foi com um sentimento meio de tristeza que fui ao encontro dos camaradas em um dos 2 pubs irlandeses da cidade ontem. O menos McDonaldico dos dois.</p>
<p>A temperatura durante o dia alcançou os 34 graus Celsius, e eu por trabalhar em casa estava estilosamente vestido de bermuda jeans e Havaianas (daquelas com desenhos, tipo uns R$5 mais caras que as normais). Saí de assistir &#8220;Te Amarei para Sempre&#8221; (<a href="http://www.imdb.com/title/tt0452694/" target="_blank">The Time Traveller&#8217;s Wife</a>, 2009) suspirando minha paixonite pela respectiva quando tentei entrar no acima referido pub.</p>
<div id="attachment_2049" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-2049" title="21206212_4" src="http://www.canseidesercowboy.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/21206212_4-300x300.jpg" alt="Apresentando as armas do crime" width="300" height="300" /><p class="wp-caption-text">Apresentando as armas do crime</p></div>
<p>Fui barrado pela minha vestimenta, que talvez fosse pouco céltica. Emputecido, virei as costas e fui embora, mas liguei para os amigos já dentro do pub. Me chamaram de volta, como é isso, não pode. Falaram com as garçonetes, garçons, seguranças até chegar no gerente. Me deixaram entrar, mas que eu ficasse avisado que da próxima vez não iria passar. Me senti de volta ao colégio, indo para a aula com uma calça fora do padrão porque as outras ficaram para lavar.</p>
<p>Logo depois de entrar começou <a href="http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&amp;id=946323&amp;tit=Chuva-provoca--alagamentos--e-170-mil-casas-ficam-sem-luz-em-Curitiba" target="_blank">o maior toró</a>, mas já estava pingando quando estávamos organizando o piquete na frente do local. Fiquei no toldo do valet esperando os trâmites e colocando lenha na fogueira quando presenciei um reflexo da absurda lei anti-fumo: nem no toldo um casal pôde fumar. Tiveram que ficar debaixo das gotas pré-dilúvio dividindo rapidamente um pito. Romântico,  porém triste.</p>
<div id="attachment_2047" class="wp-caption aligncenter" style="width: 230px"><img class="size-full wp-image-2047" title="couple-in-rain-med" src="http://www.canseidesercowboy.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/couple-in-rain-med.jpg" alt="Aviso: o sorriso Kolynos não acompanha o ato de fumar" width="220" height="305" /><p class="wp-caption-text">Aviso: o sorriso Kolynos não acompanha o ato de fumar</p></div>
<p>A reclamação e pressão democrática me fizeram entrar. Vitória! A companhia que me ajudou a entrar estava boa, mas a Guinness estava quente. Lá vai eu reclamar de novo. Ouvi do barman uma história sobre um &#8220;técnico&#8221; da Guinness dizendo para servir ela quente mesmo. Duvidei, pedi outra coisa, de menor valor.</p>
<p>Mas já era hora de eu matar a saudade da minha <em>babe</em>, e tive que ir embora. Depois de um beijo de boa noite voltei para minha casa, só para receber um telefonema: &#8220;Cara! Você ganhou os ingressos para o show do Killers! Mas perdeu porque não está aqui!&#8221;. Mais SMSes seguiram-se com metade do bar tirando uma com a minha cara.</p>
<div id="attachment_2048" class="wp-caption aligncenter" style="width: 244px"><img class="size-medium wp-image-2048" title="smsotario" src="http://www.canseidesercowboy.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/smsotario-234x300.jpg" alt="smsotario" width="234" height="300" /><p class="wp-caption-text">Mas que otário...</p></div>
<p>Não pude deixar de ficar pensando que este sorteio foi talvez armado, para que, na melhor tradição ditatorial, os privilégios fizessem o cidadão aceitar qualquer regra que lhe fosse imposta dali por diante.</p>
<p>Pra completar, me disseram que depois que fui embora a Guinness ficou gelada.</p>
<p>Mas eu não vou me abater! Não sou o Flipper para fazer truques em troca de peixes! Esta é a ingrata vida de um <em>freedom fighter </em>boêmio. A luta continua companheiros! Duas quintas a partir de ontem, no dia 03/12, vamos de terno e gravata e Havaianas no pub, todos!</p>
<div id="attachment_2054" class="wp-caption aligncenter" style="width: 298px"><img class="size-full wp-image-2054" title="flipper" src="http://www.canseidesercowboy.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/flipper.jpg" alt="Revolução, companheiros!" width="288" height="297" /><p class="wp-caption-text">Revolução, companheiros!</p></div>
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		<title>Na luzinha do cinema</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 19:33:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dougspadotto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Cine Luz]]></category>
		<category><![CDATA[curitiba]]></category>

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		<description><![CDATA[Dentro da bilheteria nenhum cartaz anunciava o fechamento, mas um aviso de &#8220;limite de tolerância&#8221; de 30 minutos para cancelar uma sessão sem audiência dava a dica de uma das causas para o fim do Cine Luz na XV em Curitiba, que teve suas últimas sessões ontem, dia 12 de Novembro. Esperançosa outra folha de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dentro da bilheteria nenhum cartaz anunciava o fechamento, mas um aviso de &#8220;limite de tolerância&#8221; de 30 minutos para cancelar uma sessão sem audiência dava a dica de uma das causas para o fim do Cine Luz na XV em Curitiba, que teve suas últimas sessões ontem, dia 12 de Novembro.</p>
<p>Esperançosa outra folha de papel estava pendurada na porta das atrações do próximo domingo, quando a sessão de 1 real costuma(va) trazer pais divorciados com seus filhos, aposentados e tantas pessoas (mas não o suficiente, parece) que aproveitavam a folga e o desconto para pegar um cinema. Não mais.</p>
<p>Ao invés das cadeiras para namorar móveis dos <em>multiplexes</em>, alguns vândalos tiveram a ótima idéia de simplesmente arrancar as separações entre cadeiras. Violentamente simpático, eu achei. Sinal dos tempos, pressão do mercado, vandalismo. Realmente parecia a hora deste cinema fechar.</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-2012" title="3431176" src="http://www.canseidesercowboy.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/3431176-300x198.jpg" alt="3431176" width="300" height="198" /></p>
<p>&#8220;Como Festejei o Fim do Mundo&#8221; (<a href="http://www.imdb.com/title/tt0799991/" target="_blank">Cum mi-am petrecut sfarsitul lumii</a>, 2006) foi o filme exibido nestas últimas sessões. Nome muito oportuno, e um filme lindo contando a história dos últimos dias da Romênia sobre a ditadura comunista de Ceauşescu.</p>
<p>Pessoalmente o Luz sempre significou filmes e sentimentos muito familiares. Ele sempre teve um ar de cinema do interior, que na minha cidade natal não sobreviveu além dos meus 10 anos de idade. Alguns títulos marcantes que vi lá também mexem com sentimentos de família, como &#8220;O Caminho para Casa&#8221; e &#8220;Nome de Família&#8221;, que fizeram eu me debulhar em lágrimas mais de uma vez.</p>
<p>Dizem que a sala <a href="http://www.curitiba.pr.gov.br/publico/noticia.aspx?codigo=17903&amp;Cine-Luz-ser%C3%A1-transferido-para-a-Rua-Riachuelo" target="_blank">re-abrirá na renovada rua Riachuelo</a>, mas com certeza a história e clima que o Luz oferecia não conseguirão ser transferidos. Na saída a bilheteira e o porteiro conversavam sobre horários de trabalho como se nada estivesse acontecendo. Para eles tudo parece continuar o mesmo, mas para o Cine Luz é hora de mudar e criar novas emoções e sonhos.</p>
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		<title>Forminhocas</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 00:27:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dougspadotto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[calor]]></category>
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		<description><![CDATA[Um, dois, três, quatro&#8230; Quatro dias com temperaturas crescentes, céu azul, sol e lua parecendo quase efeitos especiais no céu de Curitiba. É bom demais para ser verdade, teve até feriado! Parques vazando pessoas pelos seus vários portões, praias recebendo camadas e mais camadas de côco e palhas de pamonhas devoradas no bafo da maresia. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um, dois, três, quatro&#8230; Quatro dias com temperaturas crescentes, céu azul, sol e lua parecendo quase efeitos especiais no céu de Curitiba. É bom demais para ser verdade, teve até feriado! Parques vazando pessoas pelos seus vários portões, praias recebendo camadas e mais camadas de côco e palhas de pamonhas devoradas no bafo da maresia.</p>
<p>Ainda hoje, já dia &#8220;útil&#8221;, encontro nos arredores da minha casa um número acima do normal de corredores/caminhadores/passeadores. Em duplas e trios, acompanhados de seus <em>pets</em>, carregando uma garrafinha de água <em>fashion </em>e até fumando! (não estou brincando)</p>
<p>O movimento era tão grande que não pude deixar de observar. E fazer uma ou outra ligação ou alegoria.</p>
<p>A previsão é de chuva a partir de amanhã. Então, todo este alvoroço humano não é muito diferente das formigas em um formigueiro logo antes de uma chuva. Já repararam como elas ficam maluquinhas?</p>
<div id="attachment_1964" class="wp-caption aligncenter" style="width: 235px"><img class="size-full wp-image-1964" title="ant1" src="http://www.canseidesercowboy.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/ant1.JPG" alt="Malucas mas ordenadas" width="225" height="300" /><p class="wp-caption-text">Malucas mas ordenadas</p></div>
<p>Depois da chuva, na umidade e frio, essas mesmas formigas humanas se transformam em minhocas, cavando túneis e regurgitando o que conseguem do seu trabalho, sendo que o resultado disso é mais bem aproveitado por quem cultiva a terra,  usando o humus disso para fertilizar sua plantação.</p>
<p>Mais um exemplo de como a visão das pessoas não parece ir além do seu dia-a-dia, quando um sol ou um feriado transformam completamente a vida das pessoas, que depois disso voltam para os seus buracos, cavando e gerando humus para sabe-se lá quem.</p>
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