Bruschetta Goonie
Primeiro gibi-receita feito em São José dos Pinhais que se tem notícia. Boa leitura e apetite.
Categorizado em: Arte, Cinema, Culinária
Tags:Arte, Cinema, cozinha, humor, sessão da tarde
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Teoria e prática
Não ando muito produtivo no blog, mas na cozinha a história anda bem diferente, como todo mundo que me segue no orkut, Facebook ou Twitter tem presenciado.
Receitas práticas e testadas, pois as invento/improviso/faço rapidamente para o meu almoço. Mas esta daqui ainda é teórica, eu inventei usando como base esta receita e uma receita de um livro de “Frango Rápido” que tenho aqui na minha biblioteca, para participar desta promoção.
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Rolinhos de peito de peru com abacaxi e especiarias
Ingredientes:
4 fatias de peito de peru defumado
200g de abacaxi em calda (se os pedaços forem muito grandes, corte em triângulos menores)
1/2 xícara de vinho branco
1/2 xícara de açúcar
1 colher de sopa de molho inglês
4 colheres de sopa de manteiga sem sal
2 colheres de sopa de alecrim fresco picado
1 colher de sopa tomilho fresco picado
1 folha de louro
2 dentes de alho
Modo de preparo:
Derreta o açúcar em uma panela até caramelizar. Adicione o vinho aos poucos e ao final o molho inglês.
Enquanto isso em uma frigideira, refogue o alho e as especiarias na manteiga.
Despeje o refogado de especiarias no caramelizado com vinho e deixe por alguns minutos.
Antes de ficar muito consistente, adicione o abacaxi com um pouco da calda e cozinhe por mais 3 minutos ou até o abacaxi começar a ficar tenro.
Desligue o fogo, deixe a mistura esfriar um pouco e faça rolinhos com as fatias de peito de peru e o abacaxi como recheio.
Decore com alecrim e sirva.
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Quando eu a colocar em prática publico fotos. E se eu precisar de votos, peço mais adiante. Mas, o que vocês acharam da receita? Acham que “rola”?
Categorizado em: CulináriaTags:abacaxi, concurso, cozinha, peru
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Noções ancestrais em 10 minutos
Às vezes 10 minutos são tudo que basta de alguma coisa. Seja a mini-entrevista com Meryl Streep no site Salon.com, seja a reflexão sobre suas declarações e a aplicação de algumas delas.
Antes do seu sumário sobre o que há de errado no mundo sendo originado na perda dos relacionamentos reais, ela observa que a “blogosfera” é eminentemente masculina, porque enquanto eles blogam, as mulheres estão cozinhando, limpando e fazendo tudo o mais que pode ser feito.
Não deixa de ser verdade, mas também não podemos generalizar assim. Se existe um espaço completamente igualitário, mesmo que ainda indomado e selvagem, é a Internet. Tanto blogs de meninos quanto de meninas têm os mesmos recursos para se tornar um sucesso ou uma falha.

O 'blogosfera', logo antes da camada de sujeira de teclado, a 'lintosfera'
Nada mais clichê do que blogar sobre blogs, então deixe-me voltar ao assunto principal que a sexagenária atriz re-explicou depois de suas declarações no perfil da diretora de seu último filme, Norah Ephron.
Ela lista relacionamentos, não só o casamento mas também boas amizades e um ambiente familiar como a “cola” da sociedade — falando em clichês, que tal este, hein?
Mas ela faz um trabalho admirável em explicar nossa fascinação sobre shows de culinária, pois eles ecoam memórias de proteção e nutrição, ao redor do fogão ou lareira, em um Mundo em que os valores estão sendo perdidos. É muito verdade.
Em um post anterior destaquei o valor de se estar sozinho, já neste reconheço que estar junto, por mais trabalho que dê, também tem o seu valor. Não são as más experiências de relacionamentos que devem definir o valor de todos eles. É como generalizar que blogar é coisa de meninos.
Com isso, levanto e vou fuçar mais na cozinha com minha família, preparando um banquete para hoje, acertando festas para depois e permitindo descobrir novas ligas para colar uma vida feliz!

Foto meramente ilustrativa (e muito comportada em comparação)
Categorizado em: Comportamento, Pessoal
Tags:Cinema, cozinha, família, feminismo, Meryl Streep, preconceito
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O último caiçara
“Olha a vontade da cidadã!”, observei indignado uma senhora pedalando mansamente sua bicicleta, nem longe nem perto demais da saída do supermercado do qual eu estava saindo de carro, me forçando a esperar sua passagem.
Só que ao invés de simples rabugentice esta frase foi a epifania que faltava para assentar na minha cabeça o fato de que estou na praia, fora de temporada. E que praia fora de temporada não é mais praia e sim “litoral”.

Depois dessa constatação, o peixe que tínhamos comprado para hoje à noite já não fedia tanto, e tanto faz se meu horário de almoço já estava batendo nas duas horas e ainda tínhamos que procurar ingredientes para o assado da janta. Nada mais importava além de encontrar o que precisávamos.
A dúzia de ingredientes para o “linguado assado de três formas” (sogliola in tre modi) acabou sendo comprada de cinco lugares diferentes, sendo que um deles ainda está sendo preparado. É uma lingüiça de pernil que será tirada algumas horas antes do processo de defumação terminar. Conseguimos esta façanha de uma lojinha de produtos coloniais que fica na garagem de uma casa.
Esta mistura da moleza do litoral, com o foco furioso de fazer um prato saboroso (acompanhado de drinks deliciosos) para o jantar fez eu lembrar de uma cena do filme “O Último Samurai” (The Last Samurai, 2003), com Tom Cruise, quando o ocidental refém do vilarejo japonês nota que os nativos aplicam toda a sua atenção ao cumprimento de uma tarefa, seja fazer um chá, forjar uma espada ou apresentar um teatro.

Entendi finalmente o apelo de passar uma temporada na praia, até mesmo de uma aposentadoria à beira-mar. A qualidade de vida é inversamente proporcional à velocidade que se aplica no feitio das coisas.
Citando outro filme, este já um clássico, em “Curtindo a vida adoidado” (Ferris Bueller’s Day Off, 1986) Ferris conclui: “A vida passa rápido demais. Se você não parar para olhar ao redor de vez em quando, você pode perdê-la.” (Life moves pretty fast. You don’t stop and look around once in a while, you could miss it).
Foi isso que aprendi, em teoria com você, Ferris, mas na prática agora com a senhora que vinha pedalando sua bicicleta, sem pressa, mas indo fazer alguma coisa.
Categorizado em: ComportamentoTags:Cinema, cozinha, estilo de vida, litoral, peixe, praia, Tom Cruise
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Tarantino e suas irmãs
Enquanto “Bastardos Inglórios” (Inglorious Basterds, 2009) não chega e bem atrasado uma vez que “Death Proof” (2007) nunca chegou, finalmente assisti este último em seu formato grindhouse, em alta definição, por mais contraditório em termos que isto pareça.
Junto de amigos saciados depois de generosas porções do chilli con carne que preparei para eles e com algumas garrafas de cerveja Indian Pale Ale à mão (inclusive a curitibana “Diabólica”), ligamos o computador que ilegalmente nos serviu como projetor de cinema em uma TV full HD.
Por mais gargalhadas e deliciosos diálogos tarantinescos que o filme ofereça, não consegui gostar do filme tanto quanto de “Planeta Terror” (Planet Terror, 2007), que achei muito melhor produzido (mesmo que de um jeito trash) e bem mais divertido.
O que me chamou atenção foi o destaque para as personagens femininas em Death Proof. Eu estava esperando um filme com Kurt Russel no papel principal. Entrei totalmente despreparado no denso lado feminino de Quentin Tarantino e depois percebi que isto não é de hoje.

Desde Jackie Brown (1997? Deus, como estou velho!) Tarantino vem colocando as mulheres no centro de seus filmes, mostrando a força do “sexo frágil” através de suas histórias violentas onde elas saem triunfantes. Nem é preciso destacar como isto é presente em sua recente obra épica “Kill Bill” (2003 e 2004).
De certa maneira ele vem ironicamente usando linguagens de filmes pulp ou de sexploitation para contar histórias que refletem sobre valores humanos nas caricaturas pulp ou sobre a força real da mulher moderna em personagens de filmes de sexploitation.
O que ele trará para nós quando ele focar seu olhar irônico sobre a guerra em “Inglorious Basterds” é algo realmente a se esperar ansiosamente depois de notado o frescor que ele trouxe a estes outros gêneros.
Categorizado em: CinemaTags:cerveja, chilli con carne, Cinema, cozinha, Deathproof, exploitation, Quentin Tarantino
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