Outra homenagem

Encontrada hoje no campus:

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por dougspadotto em Atualidade e tem 1 comentário

Vida curta à comédia!

Hoje a trupe britânica de comédia Monty Python marca seu aniversário de 40 anos. Eles não existem mais como um ensemble único mas continuam circulando pelo mundo das artes e entretenimento, nos fazendo rir e pensar.

Deixo aqui um dos clássicos absolutos. Nem precisa saber muito de inglês para rir muito:

Pensei o quanto a longevidade de programas humorísticos deve se parecer com a vida de rock stars. Precisa ser curta e cheia de fúria satírica, senão coisas que começam tão geniais como Os Trapalhões e terminam cansativos como a Turma do Didi.

Vida curta aos programas de comédia! É assim que tem que ser? O que vocês acham?

por dougspadotto em Arte e ainda não tem comentários

Excesso de bagagem

O que vou observar neste post é muito óbvio, mas a quantidade de vezes que o tema se repetiu esta semana nos filmes que assisti foi tamanha que é impossível não registrar.

Desde “Viagem para Darjeeling” (resenhado aqui) a metáfora de “bagagem” se repetiu ontem em “Up – Altas Aventuras” (2009) e hoje em “Os Normais 2” (2009), este último sendo a gota d’água para eu, além de gargalhar, balançar a cabeça ao realizar que é isso aí, como didaticamente falado em Fight Club (1999), “It’s only after we’ve lost everything that we’re free to do anything” (“é só depois que perdemos tudo que estamos livres para fazer qualquer coisa”).

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Nos três filmes desta semana as perdas acontecem de diferentes formas. Em Darjeeling e Os Normais ela vem depois que as personagens aparentemente falham na tentativa de evoluírem em seus relacionamentos ou simplesmente como seres humanos.

Em Darjeeling, a perda das espalhafatosas malas da família (decoradas com padrões animais que parecem ser uma sátira à chiquérrima Louis Vitton) acontece como o símbolo de que mesmo após as tentativas falhas de reconciliação e evolução espiritual, livres da bagagem “ruim” (do pai morto), os irmãos ainda encontram algo que os une, a busca pela mãe e a realização de que eles sempre terão um ao outro.

Igualmente em “Os Normais 2″, depois de uma noite em busca de uma novidade para tirar seu noivado da normalidade, Rui (Luiz Fernando Guimarães) e Vani (Fernanda Torres) perdem tudo, certamente de um jeito cômico, só para reconhecerem que não são as coisas que eles acumularam nos anos juntos que representam o que eles tem, e sim simplesmente o amor.

Dos três filmes, a “perda” mais consciente, e também a mais significativa, aconteceu no filme teoricamente infantil, “Up”. O velhinho Carl Fredricksen chega ao cúmulo de fazer voar a casa inteira, entulhada de lembranças e velharias, como o cumprimento da promessa que fez à sua esposa de viverem uma vida de aventuras.

Sem dúvida ele vive aventuras com Russell, o explorador da natureza júnior que bate em sua porta em uma hora… inoportuna. Mas a verdadeira aventura começa quando Carl é obrigado a jogar todas as suas lembranças para fora para fazer sua casa voltar a voar, e a aventura continuar.

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por dougspadotto em Cinema,Comportamento e tem (2) comentários

A comédia da vida real

Tenho assistido em doses homeopáticas ao documentário The Comedian (2002), produzido e estrelado por Jerry Seinfeld, acompanhado de mais um grande elenco de comediantes de stand-up. O documentário acompanha o retorno de Jerry aos palcos alguns anos após o fim de sua bem-sucedida série de TV, e também um comediante trabalhando para fazer um nome e conseguir a fama (Orny Adams).

Diálogo de gerações

Diálogo de gerações

O filme tem um valor agregado muito maior do que resultaria da simples colagem de pedaços de shows de diversos comediantes. O grande trunfo do filme são os bastidores da vida destes profissionais, com toda a angústia e glória que a profissão pode trazer.

É um filme sobre a paixão pelo que você faz. Todo mundo com um amor suficiente pela sua profissão sofre com os mesmos demônios e se recompensa com os mesmos louros, que nem sempre são monetários.

Nos primeiros momentos com o comediante em ascensão Orny Adams, é visível a montanha-russa de emoções que é a vida de um profissional apaixonado, com um sentimento de dever cumprido sem igual, seguido de muita dúvida sobre se ele pode continuar fazendo isso. Sempre há uma ponta de receio quanto ao próximo trabalho.

Dúvidas e sucesso

Dúvidas e sucesso

“Trabalho, trabalho, trabalho…”. Diversas vezes Jerry mostra no documentário que fazer as pessoas rirem é trabalho duro. Ele chega até a comparar a profissão com a de construtores civis. E a comparação funciona também no orgulho proveniente de ver algo sendo construído, seja um prédio ou uma parede de risadas.

O filme termina com Jerry conversando com o lendário Bill Cosby, que mesmo em sua aposentadoria ainda se dedica à difícil arte da comédia stand-up, movido a muito pouco além da paixão pelo ofício. A fama e o dinheiro vem e vão, assim como a satisfação de fazer um bom trabalho aparentemente parece ir e vir. Mas a paixão pelo que se faz é para sempre.

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escrito por Douglas
por dougspadotto em Round 1 e ainda não tem comentários
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