By the time I get to Arizona

Seguindo o apelo do DJ Spooky, usando este espaço para distribuir a faixa “By the time I get to Arizona”, mixada por ele e com letra e vocal do Chuck D do Public Enemy.

By The Time I Get to Arizona

Esta versão está sendo distribuída para chamar atenção sobre a absurda lei estadual que foi aprovada por lá e que obriga pessoas “suspeitas” a apresentarem documentos comprovando sua identidade e nacionalidade. Não precisa dizer que em um estado que faz fronteira com o México, “suspeito” = hispânico.

Atualização: no exato dia em que vejo a iniciativa acima, vem o trailer abaixo, do novo filme do Robert Rodriguez. Um profeta ou um sortudo do caramba?

(via @brasildemerda)

por dougspadotto em Arte,Atualidade e tem (2) comentários

Favelândia

Esta série de imagens do artista Jeff Gillette junta a atração do artista por cenários pós-apocalípticos com um cenário bem atual, as favelas, e outro bem ultrapassado, a Disneylândia. Mais ou menos como adicionar uns 5 a 10 anos depois de 2016 no Rio de Janeiro.

por dougspadotto em Arte e ainda não tem comentários

Camaleões e sapos

Continuando as comemorações do dia da Mandioca, apresento um trecho do filme “A Montanha Sagrada” (The Holy Mountain, 1973) que tive o privilégio de assistir ontem:

Simplesmente genial! Logo vou me educar mais em Jodorowsky e apresentar/comentar seus feitos multimídia tão a frente do seu tempo. Já tinha lido a sua contribuição para os quadrinhos, Incal, mas “A Montanha Sagrada” foi o primeiro filme dele que eu vi (apesar de já ser um de seus admiradores via a reputação cult de El Topo).

por dougspadotto em Arte,Cinema,História e ainda não tem comentários

Família de la Rue: 1906 – 1981

História ilustrada da família De la Rue. Um recorte dos anos 1906 até 1981.

Nos quadrinhos não existe tempo, apenas espaço.

Família de la Rue: 1906 - 1981

Clique para ler

por alexandrelourenco em Arte,Gente,História,quadrinhos e tem (2) comentários

Segredos, desejos e consumo

Um dos cartunsistas que acompanho diariamente é o chileno Alberto Montt, que dá vazão a trocadilhos bobinhos e outras idéias  diariamente em suas “doses diárias”. A de hoje serve de ponto de partida para algumas considerações sobre arte, comércio e roubadas em geral. Em tempo, a charge:

"Quando me perguntou se estava disposto a posar para um quadro, aceitei porque nunca imaginei a roubada que me esperava. Jamais voltarei a trabalhar de modelo para este tal Magritte."

O quadro que a charge referencia é talvez o mais famoso do surrealista belga René Magritte, chamado “O Filho do Homem“, de 1964. Supostamente um auto-retrato do pintor, a face do personagem está quase que completamente oculta por uma maçã flutuante. Críticos de arte conseguem depurar cada gesto (um botão não fechado, um cotovelo ligeiramente para trás, uma tempestade ao fundo…), mas eu terceirizei minha análise deste quadro a partir de outra “obra de arte”, um filme chamado “Thomas Crown – A Arte do Crime” (The Thomas Crown Affair, 1999). Nele, a expert em recuperação de itens roubados interpretada por Rene Russo identifica o personagem da pintura com o capitalista que oculta sua face e seus desejos mais íntimos, tomando como exemplo o magnata que se torna ladrão de museus, Thomas Crown, vivido por Pierce Brosnan.

O próprio Magritte explica: "Tudo que vemos esconde alguma outra coisa, nós sempre queremos ver o que está escondido no que vemos, mas é impossível. Humanos escondem os seus segredos bem demais."

Recentemente na minha loja favorita de camisetas na Internet, a threadless, uma nova estampa entrou em votação com muito alarde. Para quem não gosta de clicar em links e ainda caça com pedras lascadas, aqui está a ilustração:


A conexão “maçã-Branca de Neve” é imediata, mas além disso a leitura do desejo do capitalista, do desejo de consumo mais especificamente, é bem clara. Afinal, a história alemã “Schneewittchen” ficou famosa através da Disney, atualmente uma das corporações mais desumanas do planeta.

A nova bola da vez é a versão do Tim Burton para “Alice no País das Maravilhas”, que vem recebendo críticas mistas ou simplesmente desanimadoras. Mas isso não impediu que a Disney lançasse uma série de produtos associados à série (alguns deles, como estes anéis da H. Stern, bem interessantes na verdade).

As charadas lógicas e o lirismo esquizofrênico da obra de Lewis Carroll passaram primeiro pelo moedor de carne Tim Burton, que usou todos o seus clichês (o vídeo vale a pena, clique) e outros truques (3D, IMAX) para esconder a real face de Alice e nos mostrar uma opção (ou várias) de produtos para serem consumidos, da trilha sonora até os McLanches felizes, passando por anéis, bonecas e roupas.

Os segredos por trás de todas as vantagens ou belezas que possa ter uma história, produto ou intenção são vários, e é área de estudo milionário da indústria do entretenimento.  Existe outra irresistível maçã que consegue esconder seus segredos muito bem e sabe despertar nossos desejos.

Mas isto é uma outra história…

por dougspadotto em Arte,Atualidade,Cinema,Comportamento e tem 1 comentário
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