Vamos começar com outra checagem de fato: Copolla sim queria Pacino no papel de Michael Corleone, mas ninguém mais. Isso que disse em meu post.
Concordo que foi uma escolha acertada. Era a hora de Al Pacino despontar. Ele fez a mudança de palco para tela grande brilhantemente com The Panic in Neddle Park (1971) interpretando – olhe só – um marginal, e estava com fome de mais. Copolla juntou esta fome do ator com a sua “vontade de comer” de diretor(no pun intended) e o resultado é História do cinema.
Minha intenção foi expressar uma idéia pessoal de que Al Pacino se identifica mais com a comunidade latina do que a italiana, não passar nenhum julgamento nem nada. Quis generalizar a carreira de um ator completo que fez mais de 40 filmes em sua vida. Tarefa difícil, mas acredito que mais válida do que tentar isolá-lo a um papel emblemático dos anos 70.
Não gosto de estar no papel de criar estereótipos. O que começou como uma discussão animada acabou ficando bem sério. Tanto faz se ele é latino, italiano, chinês ou canguru. Ele é um ser humano, e um grande talento. Fiquemos felizes com isso.

Quem diria que criar um estereótipo fosse tão difícil!?


