Terminei de ouvir o audiobook de “Cassino Royale”, e finalmente fui introduzido a um James Bond sem a maquiagem hollywoodiana, sem os compromissos impostos por testes de audiência, mas também sutil em suas imposições de ” oitos ou oitentas” quando o assunto é definir a personalidade dura deste personagem, mesmo quando ele deixa expor suas fraquezas.
Logo mais quando rever o filme escreverei mais sobre este fantástico bem cultural. Aqui quero dar uma renovada na receita de dry martini que foi publicada anteriormente aqui mesmo neste simpático blog.
Vamos ao trecho do livro:
“A dry martini,” [Bond] said. “One. In a deep champagne goblet.”
“Oui, monsieur.”
“Just a moment. Three measures of Gordon’s, one of vodka, half a measure of Kina Lillet. Shake it very well until it’s ice-cold, then add a large thin slice of lemon peel. Got it?”
“Certainly, monsieur.” The barman seemed pleased with the idea.
Eu certamente fiquei pleased com a idéia. Agora mesmo a força e sofisticação deste drink me faz salivar.
Kina Lillet não existe mais, então o mais próximo seria o Lillet Blanc, que também é muito difícil de achar. Nós aqui, dependentes da Adega Brasil e arredores de Curitiba, ou de encomendas duty-free podemos nos contentar com um bom vermouth dry e umas gotas de Angostura.
Além disso, o gin e vodca evoluíram (ou poderíamos dizer devoluíram) e estão mais fracos. As marcas a que Bond se refere são atualmente aguadas em comparação. Em lugar de Gordon’s, podemos tentar o Tanqueray, e a vodca podemos usar a Stolichnaya 100-proof (a vodca “blue label”). Então, traduzindo para o mais próximo possível do original, temos:
3 partes de gin Tanqueray
1 parte de vodca Stolichanay 100-proof
1/2 parte de Dry Martini
2 gotas de Angostura
Coloque tudo em uma coqueteleira com gelo, shake it e sirva em um copo de martini fundo com uma casca de limão
Com certeza sentando em um bar, depois de dois destes você vai responder quando te perguntarem qual era o seu drink:
“Yes, was. The bitch is dead.”

Dead!



