Escolhas

por Everton em 8 de março de 2010

Não tenho muito o que falar, deixarei a poesia falar por mim:

Escolhas

Escolhemos deixar para trás quem se preocupa
apenas para poder encontrar a não preocupação
ainda que um pedaço se perca

Escolhemos deixar para trás quem importa
apenas parar poder encontrar nossa importancia
ainda que um pedaço se perca

Escolhemos deixar para trás quem nos ama
apenas para poder encontrar a nós mesmos
ainda que um pedaço se perca

Escolhemos deixar para trás nossos medos
apenas para poder encontrar sossego
ainda que um pedaço se perca

Escolhemos deixar para trás a vida
apenas para poder encontrar um significado
ainda que um pedaço se perca

Escolhemos e deixamos
Sofremos e choramos
Escolhemos e amamos
Seguimos e aceitamos

Atrás o que ficou
A frente, nem chegou
e o hoje, quando notarmos
já passou…

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Bruschetta Goonie

por alexandrelourenco em 7 de março de 2010

Primeiro gibi-receita feito em São José dos Pinhais que se tem notícia. Boa leitura e apetite.

Bruschetta Goonie

Clique para ler

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Sol…

por Everton em 5 de março de 2010

Como to na praia, curtindo um sol… aí vai mais uma

Sol

Deixo o sol queimar a pele
sentindo que ainda estou vivo
Sinto a água tocando minha pele
quando na verdade queria outro toque

Aproveito aquilo que tenho
enquanto não tenho o que quero
a vida é curta demais
para desperdiçar com besteiras

Um segundo e tudo muda
Um segundo e tudo acaba
Um segundo e tudo passa
Mas nem tudo passa, a saudade fica

E se a saudade é o amor que fica
o amor também fica
mas não há amor sozinho
será que algum momento amei sozinho?

Você ainda me ama
eu ainda te amo
não estamos juntos
e nem separados

Somos como o sol e a água
um queima e aquece
o outro chega devagar e invade
quando ficaremos juntos?

Eu não sei, você não sabe
Eu quero e você tem medo
eu digo, mas você não escuta
logo, só deixo o Sol me queimar…
mas só de leve…

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Alastrando

por dougspadotto em 4 de março de 2010

Como já exemplificado aqui, aqui e finalmente  aqui, este blog é o equivalente de uma aldeia infestada por cólera quando se trata de vídeos virais da Internet. O caso está tão sério que agora estou postando um novo ramo do vírus OK Go e sua música “This Too Shall Pass”. Este é simplesmente fantástico!

Cóf!* *Cóf!* (tossindo pela infecção viral memética, não tem problema, isso não mata, só diverte!)

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Amadurecendo a discussão sobre a Linha Verde

por dougspadotto em 3 de março de 2010

Meu carro foi arrombado novamente. Desta vez os meliantes não levaram absolutamente nada, a não ser o valor da franquia do seguro que vou pagar no conserto das fechaduras e da porta. A cultura do ladrão era tão pouca que nem meu iShuffle eles levaram, pensando ser um clipe ou outro acessório fashion. Sinto pena, junto com uma medida de indignação, pelo que aconteceu.

Meus representantes não fazem nada, e eu menos ainda. Somente me nego a viver com medo, e acho isto uma vitória quando comparado com os sentimentos de colegas que ouço por aí. É uma concessão que faço: sofro com o crime, mas me nego a viver assustado. Talvez isso mude quando minha vida ou dos meus entes queridos seja ameaçada e não meus bens materiais, não sei.

Mas o post não é sobre criminalidade, mas outra grande polêmica que envolve nosso maior representante local, o prefeito da cidade, e sua obra-chave: a Linha Verde, uma reestruturação de um contorno, adicionando pistas, canaleta de ônibus e um paisagismo joínha. Como é bom falar mal da Linha Verde, não? Não tem um dia que se passe na Band News sem alguém falando a “vergonha” que é aquilo.

Não é exatamente a primeira coisa que vem à mente ao se pensar "Linha Verde", não?

Nunca fui desta opinião. A Linha Verde melhorou e muito o tempo que levo da minha casa à casa dos meus pais (Jardim das Américas – CIC, aproximadamente 25km). Isso de carro é fácil falar. Mas e sem carro? Algumas organizações muito cool além de criticar a Linha Verde criticam a falta de planejamento para transporte coletivo e/ou alternativo, como a bicicleta. Resolvi pôr a prova estas acusações.

Tenho uma Monark Barra Circular de 1989 que mandei reformar no final do ano passado e que não tinha usado desde então (e muito tempo antes disso). Sempre me enrolei para trazê-la para minha casa porque colocar ela no carro era trabalhoso. Resolvi então “trazê-la” com ela “me trazendo”.

Desde o fim do ano os pneus esvaziaram, e a corrente decidiu sair do lugar no vai e vem dos pneus sendo calibrados. Na mochila, itens essenciais da mudança semanal e para a jornada: laptop, roupas, toalha, 2 livros (nunca viaje sem livros) e 2 camisinhas (quem assitiu “Pulp Fiction” sabe que andar devagar por locais onde normalmente se anda rápido de carro pode ter conseqüências imprevisíveis):

Dividi o trajeto em 6 trechos, sendo o principal a Linha Verde. Chegar até ela foi meio demorado a partir do CIC, mas depois foi uma beleza, mesmo debaixo de eventuais chuviscos. Existe uma ciclovia/calçada em todo o seu percurso (falhando um pouco na travessia perto da Leroy Merlin), com asfalto novo. Além disso, as subidas são suavizadas, sendo que na 1 hora e meia que passei pedalando mal cheguei a suar.

Então, ao invés de criticar, encontre soluções dentro do que a cidade oferece. Ou faça propostas. Não é porque a prefeitura não faz exatamente o que você quer que ela está perseguindo o grupo x ou y. Um bom projeto demanda concessões, e temos que ser civilizados o suficiente para encontrarmos um meio termo entre as várias partes que formam esta metrópole dos pinheirais.

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