Archive for the 'Arte' Category

Poesiaosfera…

Caros amigos, passando pra deixar rapidinho algumas poesias que escrevi nos últimos dia, comentários são sempre bem vindos.

Perdidas no Ar

De que me adianta estar em uma concha,
com tão belo exterior
Se dentro há apenas medo e agonia
claustrofobo horror

De que me adianta fingir um sorriso,
com este brilho cegante
Se o que há são lágrimas
e uma dor lascinante

Pode-se agradar a todos em volta,
fingir que tudo está bem
Se negar a enxergar o óbvio
que respeito está tão aquém

Pode-se mentir pra todos
Que há amor e é verdadeiro
esconder de si próprio,
mas jamais enganará seu travesseiro

De que me adianta ser um modelo,
uma escultura em carrara
Se a base é apenas lama
nada mais do que uma máscara

De que me adianta de tudo falar,
Com um brilho no olhar
Se são apenas palavras
perdidas no ar

Palavras sem ação,
ação sem palavras
Um direito em errar
e manter as palavras
sempre perdidas no ar

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Fotos nossa

Procurei muito as fotos suas
encontrei dentro mim lembranças
aquelas que não puderam sumir
aquelas que não sensibilizaram o filme

Lembrei de você chorando
seu rosto tão delicado
seus olhos mareados
e o meu ombro molhado

Talvez se eu pudesse…
se apenas eu tivesse
ou de outra maneira fizesse
haveriam diferentes fotos suas

Encontrei em um álbum as fotos suas
mas nenhuma era o que eu queria
nenhuma tinha o que eu precisava
que era seu cheiro, seu toque

Lembrei de você rindo
linda e tão feliz
seus olhos brilhando
e eu refletido neles

Talvez se eu pudesse…
se apenas eu tivesse
ou de outra maneira fizesse
haveriam diferentes fotos suas

mas novas poses faremos
e novos choros e sorrisos também
para não mais encontrar fotos suas
e começarmos a guardar as fotos nossas

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Seria… será!

A muito eu já não tenho a certeza de nada
de onde estou ou pra onde vou
só sei que não aguento mais assim
quero saber como será amanhã!

Quero saber como seria se tudo acabasse,
Como seria se você não me conhecesse
Como seria se eu não acordasse ao seu lado
Como seria?

Eu sinto seu cheiro pela casa
e já não sei se é sonho ou realidade
só sei que não aguento mais assim
quero saber como será amanhã!

Quero saber como seria se tudo voltasse,
Como seria se você não soubesse
Como seria se eu te abraçasse de novo
Como seria?

E essa voz na minha cabeça,
que seu nome, não sei mais se é sanidade
só sei que não aguento mais assim
quero saber como será amanhã!

Quero saber como será o agora,
Como será você e eu juntos
Como será nós abraçados, nós
Como será?

Seria, será!

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Os nossos

Eu estava por aí,
encontrei um atalho
para ver o que está dentro
o que está dentro?

Foi então que eu percebi,
que tudo aquilo que eu vi,
nem de perto era pra mim
e de longe eu não via o fim

Era uma terça feira,
daquelas qualquer,
até o sol brilhava
mas isso não importava

Foi então que eu me perdi,
não levei em conta o que vivi
sem dormir eu sonhei
e de uma forma diferente acordei

E era uma sexta feira,
mas não era uma qualquer,
ainda que eu pudesse ver o sol,
porque nesse dia não mais estava só

Foi então que eu sorri,
e o choro eu engoli,
pude me ver nos seus olhos
e encontrar sonhos… os nossos

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por Everton em Arte,Atualidade,Comportamento e ainda não tem comentários

Relacionamento Especial

Entre as frestas dos grandes lançamentos, estão aqueles filmes que ficam poucas semanas em cartaz, às vezes tão poucas que nem dá tempo de assistir no cinema. Ficam escondidos nestas frestas até um dia você os encontrar novamente, como uma moeda de 1 real debaixo da almofada do sofá. Mas o encontro com a moeda não foi completamente involuntário. Você teve que levantar a almofada para encontrar, ou ser encontrado, pela moeda.

É este pequeno esforço de “levantar a almofada” que é necessário para transformar o mais recente filme de Roman Polanski, “O Escritor Fantasma” (The Ghost Writer, 2010) em uma experiência cinematográfica perfeita, especialmente para os fãs do gênero thriller, com um pé em teorias da conspiração, História e eventos atuais.

Com o charme característico dos filmes de Polanski, se a história de um “escritor fantasma” (escritores contratados para escreverem biografias de figuras importantes sem tempo e/ou talento para escreverem as próprias memórias), vivido por Ewan McGregor, que é contratado para finalizar a biografia de um ex-primeiro ministro britânico (Pierce Brosnan) após seu assessor e fantasma anterior morrer em situações suspeitas não prender a atenção, só o charme com certeza irá prender o espectador. Uma trilha sonora suave que surpreende em alguns momentos, o tom soturno das cores e as química sutil do elenco são um prato completo.

Mas, vamos tirar a almofada. Dentro da trama de mistério, o roteiro busca de forma ficcional (e desperta uma reflexão de forma real) a origem do “relacionamento especial” entre Estados Unidos e Inglaterra, especialmente no contexto da “Guerra ao Terror”. Desde a Primeira Guerra Mundial, e especialmente depois da Segunda e durante os governos Reagan/Thatcher, estes dois países se comportaram praticamente como um só perante os desafios globais, e na maioria das vezes com posições contrárias às do restante do Mundo.

O roteiro também se aproxima da vida do próprio diretor. O personagem de Pierce Brosnan é forçado a ficar nos EUA por este país não ter acordo de extradição com o Tribunal de Crimes Internacionais. Polanski recentemente foi preso na Suíça a pedido dos EUA, mas teve o pedido de extradição negado e logo após foi libertado. Impossível não fazer o paralelo e ver a situação como um deboche ao país que o persegue há mais de 30 anos.

Por estas frestas, mercadológicas, políticas e judiciais, que o diretor franco-polonês continua sua brilhante carreira artística, reconhecido pelo Mundo todo, menos pelos Estados Unidos e seu atual cachorrinho-de-colo, a antes poderosa Inglaterra.

por dougspadotto em Arte,Atualidade,Cinema,História e ainda não tem comentários

Blackstar Warrior

Para começar uma boa semana… “get between this brother and his woman… and space ain’t black enough to hide from him!”:

por dougspadotto em Arte,Cinema,Na Web e ainda não tem comentários

Música e… música

Depois dos últimos posts musicais sobre Emo e Ska, fiquei me sentindo um pouco musical e escrevi duas músicas (dãh).

A primeira é realmente uma balada emo, a qual imaginei com uma levada estilo Theory of a Dead Man, mas talvez em um vocal feminino… sei lá, não toco e nem canto então não tenho idéia em qual tom ficaria melhor.

Já a segunda, seria legal um rock ligeiro, puro e simples, talvez um rockabilly caísse bem também, digam aí o que acham!

 

Day by day

I was flying, living without you
carrying the guilt, just a replay
Asking for a chance, trying to refill
Living for you, day by day

Keeping the distance,
always far away
Asking for nothing
Day by day
Asking for you,
Day by day

I was lying, saying I don’t want you
Cheating the truth, just a fool play
Wishing on a star, crying again
Hearing an echo, day by day

Keeping the distance,
always far away
Asking for nothing
Day by day
Asking for you,
Day by day

I was dying, thinking on you
Drinking your poison, the only way
looking for a change, falling apart
Being a shadow, day by day

Keeping the distance,
always far away
Dying for nothing
Day by day
Dying for you,
Day by day

A little bit me,
much more you
Stand still
A little bit you,
Much more me
Little by little
Day by day
Day by day
So far away…
Day by day

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Fast tracks

High stakes on a single game,
Silver and gold in our hands,
take a deep breath, fest your seat belt
the engine starts, now it can’t be held

Horse power on a muscle car,
a symphony played as a roar
frightning a lamb, exploding a star
Look the stalion, do you wanna try?

Adrenaline feels like gasoline
heart beats and my body thrills
listen to the engine and hold on still
All my fear cracks, let’s go
down on the fast tracks

No rain check, it is now or never
Everlasting race we do togheter
eye to eye, face to face
try not to loose my pace

four burning wheels, it is no hoax
this italian one doesn’t need any ox
this piece of art doesn’t need hacks
let show how to finish the fast tracks

Adrenaline feels like gasoline
heart beats and my body thrills
listen to the engine and hold on still
All my fear cracks, let’s go
down on the fast tracks

Life and death in a second splitted
a record made to be beated
Foccusing the thing matters!
Never, ever be defeated!

Red lights, Yellow lights Go Go Go
Need for speed? ha! I got the 5th gear
if you still gonna live with this fear
You won’t be able to get any near

Any near! (you can only stay behind)

Adrenaline feels like gasoline
heart beats and my body thrills
listen to the engine and hold on still
All my fear cracks, let’s go
down on the fast tracks

if you still gonna live with this fear
You won’t be able to get any near

Any near! (you can only stay behind)

All my fear cracks, let’s go
down on the fast tracks

por Everton em Arte,Música e ainda não tem comentários

Um estudo em SMS

Seguindo um dos conselhos de John Safran, “do not trust anyone who tries to update Shakespeare for the kids” (não confie em alguém que tente atualizar Shakespeare para crianças), e com a a reserva natural de quem já viu barbaridades acontecendo em adaptações literárias, resolvi assistir à mais recente adaptação de Sherlock Holmes, não na forma do filme já em DVD, mas da série da BBC que estreou no domingo passado no Reino Unido (realmente resisti a um trocadilho por exatamente 20 segundos: “brit torrent, anyone?”).

Os primeiros minutos, se não fossem pelo nome do todo-poderoso Steven Moffat nos créditos, já seriam o suficiente para rolar de rir e chorar: flashbacks de conflitos no Afeganistão feitos de clips da BBC News e o ator que interpretou o Arthur Dent agora com dificuldades para dormir, e não para acordar e encontrar sua casa prestes a ser demolida.

Arthur Dent, encarando demolições e o Taliban

Mas o charme britânico foi irresistível, na pessoa do andrógino ator Benedict Cumberbatch, um Sherlock Holmes “for the kids”, com figurinos mais afiados que as garras do Wolverine e com um toque de modernidade via SMS que não consegui parar de acompanhar pelas quase 1 hora e meia de duração do “episódio”.

Na verdade este piloto entitulado “A Study in Pink” (Um Estudo em Cor de Rosa) é uma adaptação bem livre do conto “Um Estudo em Escarlate“, que conta o primeiro encontro entre Sherlock e seu companheiro Dr. Watson. Todos os elementos estão ali: a palavra “rache” escrita pela vítima, o flat a ser alugado em Baker Street, o inspetor Lestrade, até Lauriston Gardens aparece na trama, que só pode ter sido escrita por um leitor fanático das obras de Sir Arthur Conan Doyle.

Não são poucos os acadêmicos dedicados a esmiuçar esta obra tão popular. Vim a saber de uma associação chamada de Baker Street Irregulars através do Neil Gaiman, que escreveu sua própria adaptação deste conto, “Um Estudo em Esmeralda“, adicionando como só ele sabe um toque de mágica e mistério adicional à história, com traços de H. P. Lovecraft.  Ao que tudo indica, Steven Moffat não faz parte da associação, muito yankee para o seu passaporte talvez.

Nos livros os Irregulars eram moradores da rua que ajudavam Sherlock. Na vida real são acadêmicos.

Mesmo assim, todas as referências que esta mais recente adaptação televisiva expõe só pode indicar um conhecimento profundo do personagem. Os links podem ser deduzidos pelo leitor ocasional, mas para construir esta nova proposta, um mergulho profundo teve que ser dado na obra escrita. Um mergulho que poucos estão dispostos a arriscar, nestes tempos de produção em massa de multimídia.

É neste espaço que a série é brilhante: ela usa os recursos visuais, de forma elegante como só os britânicos podem fazer, para mostrar que é nas entrelinhas (escritas) que está a solução do mistério. Texto se sobrepõe às imagens das deduções de Sherlock, forçando a leitura pelos até então passivos telespectadores e, Sherlock mesmo, emprestando o telefone celular de Watson, revela: “I prefer to text” (eu prefiro escrever).

E vocês, preferem assistir?


por dougspadotto em Arte e tem (3) comentários
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