Poesia pra cachorro…

por Everton em 5 de fevereiro de 2010

Caramba, a tempos não passamos por um período de tanto sol aqui em Curitiba!

Eu como bom calvo que sou, sofro por não gostar de usar boné, mas vou dizer que estou gostando bastante desse tempo atípico, ta bem legal poder andar sem guarda chuva.

Parece realmente que 2010 é um ano diferente, porém continua igual minha vontade de escrever e já fiz homenagens ao amor, ao meu amor, a Guinness, ao Jameson e pelas primeira vez farei uma diferente, pra uma coisinha que roubou meu coração, ou pelo menos parte dele… vejam:

Manchinha

criança, te olho dormindo
pareço bobo sorrindo

Quero muito te acordar,
fazer carinho e te apertar

mas escolho apenas te olhar,
de toda a sua beleza admirar

a pouco você estava correndo,
e até o meu tênis roendo

preto, mas sua cor é branquinha
apenas no focinho uma manchinha

Criança, cheia de artimanha
aprendeu até a subir na cama

acha que é grande, até uivou
e não foi só de sua dona
que o coração roubou

com o focinho de chocolate
pequenininha, Criancinha
ah manchinha, ah manchinha

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Encontrei

Encontrei em você a força para avançar,
para transpor barreiras e melhorar
Encontrei em você o motivo para não cansar,
para derrubar os muros e acreditar

Encontrei em você o caminho para evoluir,
para focar o que eu quero e conseguir,
Encontrei em você o conteúdo para sonhar,
para confiar e meus medos acabar

Encontrei em você a mão para a minha segurar,
para carinho trocar e dormindo apertar
Encontrei em você o aconchego para relaxar
para dormir de conchinha e juntos acordar

Encontrei em você o que estava em mim
algo que não tem começo e nem fim
Encontrei em você o que tem muito valor
algo que não tem outro nome, apenas amor

Como encontrei em você enfim,
espero que também encontre mim,
tudo o que deseja, outrossim
o que precisa e diga sim!

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Erro Gramatical

Te cuido,
Te velo,
Te abraço,
Te espero

Me encontro,
Me desfaço,
Me aproximo,
Me afasto

Te afago,
Te defendo,
Te escuto,
Te entendo

me alegro,
me entristeço,
me amo,
me odeio

Te acho,
Me perco,
Te procuro,
me vejo

Te respeito,
Me freio,
Te quero,
Me aguento

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1ª Conjugação Verbal

Tantas paisagens que quero contigo observar
Tantos sabores que quero contigo provar
Tantas músicas que quero contigo escutar

E estamos aqui, ligando nossos pontos
letra a letra escrevendo nossos contos

Tantas poesias que quero contigo apreciar
Tantos contos que quero contigo criar
Tantas histórias que quero te contar

E estamos aqui, ligando nossos pontos
letra a letra escrevendo nossos contos

Tantas sendas que quero te apresentar
Tantos caminhos que quero te mostrar
Tantas estrada que quero te acompanhar

E estamos aqui, ligando nossos pontos
letra a letra escrevendo nossos contos

Tantas lágrimas que quero te secar
Tantos medos que quero te ajudar
Tantas tritezas que quero te evitar

E estamos aqui, ligando nossos pontos
letra a letra escrevendo nossos contos

Tantas alegrias que quero contigo compartilhar
Tantos sonhos que quero contigo realizar
Tantas vitórias que quero contigo alcançar

E estamos aqui, ligando nossos pontos
letra a letra escrevendo nossos contos

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Uivando na Lua

por dougspadotto em 5 de fevereiro de 2010

Em uma destas noites sufocantes, em que o calor do sol diário parecia continuar a afligir a Terra refletindo na Lua noturna, na poltrona entre tela e janela finalmente assisti a “Lunar” (“Moon“, 2008). Já resignado por ter perdido o show do Metallica e estar prestes a perder o show da Beyoncé, me surpreendi com este filme indie que tinha entrado em meu radar lá por 2007 e do qual perdi contato até então.

O trailer me intrigou, e as comparações com “Solaris” e “2001” foram imediatas senão inevitáveis. Mas o que 2001 tem de extremamente assustador e Solaris de extremamente psicológico, Lunar consegue comprimir estes dois extremos em um filme novo, em que o humano toca o espectador, graças à(s) performance(s) perfeitas de Sam Rockwell, e o elemento de thriller é muito bem dosado pelo diretor.

"A 250.000 milhas de casa, o mais difícil é enfrentar a si mesmo."

O filme acompanha o final de uma jornada de 3 anos de um empregado da Lunar Industries, que coleta material na Lua para a geração de energia limpa na Terra. Ele é o único humano na base, acompanhado de um computador que o ajuda, Gerty (“interpretado” por Kevin Spacey).

A rotina, o isolamento e seus efeitos são muito bem acompanhados nos primeiros minutos do filme. É claustrofóbico, angustiante, em alguns momentos até engraçadinho. Novamente, genial parceria entre diretor e o protagonista aí. A partir do segundo ato, um acidente dá inicio a porção thriller de ficção científica do filme, com clones, conspirações e até uma dose de computador maligno.

Não deixe esta carinha simpática te enganar...

Como observei ali em cima, nada é extremo no filme. Até quando a trama vai se desenrolando com estes elementos conhecidos de sci-fi, o conflito humano continua em primeiro plano, com os clones discutindo memórias, propósitos e seu(s) futuro(s). Sam Rockwell está fantástico assim, acreditem. Este ator, se não parecesse tão deslocado do sistema de Hollywood, estaria empilhando estatuetas por aí. Só que ele parece se encontrar nestes papéis de filmes menores, cults (Confessions of a Dangerous Mind, Matchstick Men e, logo antes de Lunar, Choke). E nós amantes do cinema agradecemos, pois vivemos de filmes bons, não de prêmios.

Vale nominar (não para prêmios, ainda) o diretor do filme, o quase-estreante Duncan Jones, que aparece como uma promessa do cinema de ficção científica de qualidade, com seu filme anterior “Whistle” sobre um assassino via satélite que vira alvo de sua própria arma e seu próximo projeto, “Source Code”, acompanhando um soldado que acorda no corpo de um trabalhador de escritório.

Jogar o humano contra o terror trazido pela tecnologia. Esta velha fórmula parece encontrar novas abordagens nesta era em que o terror tecnológico já está presente em nosso dia a dia, e o que mais nos aterroriza é sermos humanos.

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