Enquanto “Bastardos Inglórios” (Inglorious Basterds, 2009) não chega e bem atrasado uma vez que “Death Proof” (2007) nunca chegou, finalmente assisti este último em seu formato grindhouse, em alta definição, por mais contraditório em termos que isto pareça.
Junto de amigos saciados depois de generosas porções do chilli con carne que preparei para eles e com algumas garrafas de cerveja Indian Pale Ale à mão (inclusive a curitibana “Diabólica”), ligamos o computador que ilegalmente nos serviu como projetor de cinema em uma TV full HD.
Por mais gargalhadas e deliciosos diálogos tarantinescos que o filme ofereça, não consegui gostar do filme tanto quanto de “Planeta Terror” (Planet Terror, 2007), que achei muito melhor produzido (mesmo que de um jeito trash) e bem mais divertido.
O que me chamou atenção foi o destaque para as personagens femininas em Death Proof. Eu estava esperando um filme com Kurt Russel no papel principal. Entrei totalmente despreparado no denso lado feminino de Quentin Tarantino e depois percebi que isto não é de hoje.

Desde Jackie Brown (1997? Deus, como estou velho!) Tarantino vem colocando as mulheres no centro de seus filmes, mostrando a força do “sexo frágil” através de suas histórias violentas onde elas saem triunfantes. Nem é preciso destacar como isto é presente em sua recente obra épica “Kill Bill” (2003 e 2004).
De certa maneira ele vem ironicamente usando linguagens de filmes pulp ou de sexploitation para contar histórias que refletem sobre valores humanos nas caricaturas pulp ou sobre a força real da mulher moderna em personagens de filmes de sexploitation.
O que ele trará para nós quando ele focar seu olhar irônico sobre a guerra em “Inglorious Basterds” é algo realmente a se esperar ansiosamente depois de notado o frescor que ele trouxe a estes outros gêneros.
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