Foi realmente o melhor adjetivo para esta performance da organista Qi Zhang em um dos eventos TED deste ano. Fiquei arrepiado do começo ao final, como se percorrido por eletricidade mesmo! O que ela faz na marca dos 7 minutos e meio é simplesmente embasbacante! Confiram:
Archive for agosto 1st, 2009
Sorte na vida, azar onde?
Em um breve bate-papo com minha esclarecida co-editora, encontramos entre nós um raro ponto em comum: nos consideramos pessoas sortudas.
Mas ao invés de nos auto-congratularmos, isso levantou revelações e análises sobre a natureza da sorte e do azar. Fiquei pensando mais nisso enquanto navegava pela Web nesta preguiçosa tarde de sábado.
Primeiramente, a “sorte” que identificamos em nossas vidas não tem nada a ver com ganhar bingo ou rifas de igreja, ou encontrar uma nota de cinqüentão na carteira (se bem que minha co-editora também tem este talento sobrenatural, hehe…). A sorte que identificamos é um poder positivo que nos acompanha e nos garante que tudo que nós tentarmos fazer acaba dando certo.

Este tipo de sorte acaba se tornando uma profecia que se auto-realiza, pois a energia criativa vinda desta sorte nos move e parece remover os obstáculos que aparecem pelo caminho. Eles existem, mas este sentimento de sorte faz com que eles pareçam menores.
Mas toda esta teoria de energias nos levou a um problema: o Universo se equilibra, então para esta força criativa positiva existe a força destrutiva negativa, o “azar” neste caso. Como e quando ele se revelará nesta nossa vida sortuda? Esta ansiedade gera medo, um dos reguladores do karma.
Talvez o azar já esteja presente na vida, só que as pessoas que se consideram sortudas não dão a ele a mesma dedicação que é o cultivo e crescimento da força positiva, sua sorte e a conseqüente criatividade que ela gera.
Pessoas que dão ênfase ao azar parecem ser a norma. Conversando chegamos à breve conclusão que pessoas “normais” viveriam em um limbo, com sortes e azares se equilibrando mas, refletindo um pouco mais, acho que estas pessoas são simplesmente azaradas. Vivem reclamando de sua má sorte, e seguem pela vida arrastando os pés.

Esta sorte identificada é então um jeito mágico de viver a vida, criando, sendo desafiado e encontrando soluções no dia-a-dia, com a certeza de que tudo vai dar certo no final.
escrito por Douglas
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