Segurei muito tempo para assistri Choke (2008), ou “o outro filme baseado num livro do Chuck Palahunik” — Fight Club, um dos filmes da tríade que fez 1999 um ano brilhante no cinema hollywoodiano (os outros 2 sendo Três Reis e, para meu desagrado, um filme que agora notei que estreou em 98, Grandes Esperanças, de Alfonso Cuarón).
O filme conta a história de Victor (Sam Rockwell), um trambiqueiro viciado em sexo que trabalha como “museu vivo” em uma recriação de um vilarejo pioneiro nos Estados Unidos. Ele complementa sua renda como “intérprete histórico” com pequenos golpes involvendo pessoas que o salvam de engasgos que ele finge em restaurantes (daí um pouco do título do livro).

"Gasp! Cof! Cof!"
Além de seu vício, ele sofre com sua mãe (Anjelica Huston) internada em uma clínica para doentes mentais e que está nos estágios finais de demência, não reconhecendo o filho que a visita e se negando a comer. Entra então a “doutora” Paige (Kelly Macdonald), que oferece uma ajuda pouco profissional para tentar salvá-la, talvez não com as melhores intenções e com resultados deliciosamente adversos.
O filme começa em um tom muito parecido com Fight Club. Narração em primeira pessoa, grupos de apoio, personagens à margem da sociedade mas ainda inseridos nela. Só que ao invés da violência e virtuosismos de câmera e efeitos especiais, a história é contada com o, perdoem-me o sentimentalismo, coração. A princípio o coração negro de um personagem traumatizado e que não encontra nada de bom em si, mas que no fim chega a uma conclusão que é mostrada de forma praticamente didática (narração), mas com uma poesia visual linda. Vale a pena conferir!
O histórico de traumas infantis leva Victor ao seu comportamento maligno, puramente maligno. Só que aos poucos ele vai realizando que nada é totalmente bom ou totalmente mau neste mundo (“We are not born equal sinners, or perfect knock-offs of God“). Ele se torna humano, nem diabólico nem divino (existe a especulação, absurdamente plausível, de que ele é o filho de Jesus por um momento). Algo que todos talvez saibamos, mas que em determinados momentos das nossas vidas tentamos ignorar. Enfiamos goela abaixo a noção de que temos que ser bons, ou que só os maus vencem, e esquecemos de simplesmente respirar o ar puro que é simplesmente ser!
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Larga mão de ser mascarado!! Lembro que, em 1999, você vivia dizendo que Três Reis era o grande filme daquele ano, como Grandes Esperanças tinha sido do ano anterior.
E eu até hoje não vi…
Abraços!
Hehehe… Mas foi o que eu disse: que Três Reis é um dos grandes filmes daquele ano. E o Grandes Esperanças eu não lembrava que sabia que era de 98… hehehe… então qual é o outro filme de 99?
Cheers!
Pra mim, O Informante, hands down.
Abraços!
Boa… naquele ano ainda teve “Beleza Americana”. Talvez eu estivesse pensando nele. “O Sexto Sentido” e “Guerra nas Estrelas: A Ameaça Fantasma” também. Hehehe… Abrasss!
Só pra dizer que passei por aqui
Muito bons os textos!
Oi Iara! Valeu pela visita e leitura!