Terceirizando alter-egos
Analisando o post anterior da Larissa, não parei de balançar a cabeça concordando, e só posso tentar adicionar.
Sem dúvida um relacionamento amoroso é a busca por plenitude. O melhor que você acha de uma pessoa é o que você queria para você mesmo. Amor tem a ver com admiração e, no melhor dos casos, busca pela perfeição. Busca por absorver o que é melhor da pessoa para você, colocando um verniz novo na sua máscara, até ela ficar perfeita e se tornar o seu rosto, para sempre.
É possível sim o “para sempre” aqui. Acredito nisso. Mas para isso a admiração e busca pela felicidade (“perfeição” é forte demais) devem ser uma via dupla incondicionalmente aberta entre os dois. E encontrar isso é bem mais difícil do que parece.
Estas camadas de verniz ficam mais fáceis de encontrar em relacionamentos de amizade, onde o compromisso é menos exclusivo. Por isso que normalmente amizades duram para sempre, relacionamentos bem menos. Apresento-lhes meu amigo Vijai:

हैलो दोस्त !
Não preciso que ele queira ser como eu. Eu o encontro pela Internet quando quero falar de cricket ou futebol. Gosto da cultura dele e acho que só pode adicionar eu conviver com ele, despretensiosamente, até um tufão destruir Bangalore.
(Vijai é um personagem fictício que criei para este post)
Talvez poderíamos transportar esta falta de pretensão para um relacionamento amoroso (viver ele como se fosse o último dia antes do tufão atingir Bangalore por assim dizer), mas isto com certeza esgotaria uma, se não as duas partes deste arranjo.
Amor tem muito a ver com sorte, além de todo o trabalho envolvido em absorver a máscara do parceiro. É a relação social mais difícil de se conquistar e manter. Mas é a que mais nos aproxima de nos tornarmos reais e não um conjunto de máscaras.
Categorizado em: Round 8Tags:amizade, amor, máscaras, outsourcing, psicologia
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