O sol entre nuvens. A brisa que não chega a ser vento. O morno que não chega a ser calor me deseja um suave bom dia ao sair pelas ruas do bairro.
Por reflexo peço o café puro e misto quente de praxe, espero e saio para a mesinha.
Chegam as verduras. “Como uma padaria, poderia, usar tanto verde?”. Feirante entra, senhora confere o caderninho amassado e ele vai embora.
Chega a Coca-Cola, símbolo oposto do verde de antes. Mas, para meu espanto, são garrafas de um litro que fazem sua entrada triunfal depois que a senhora confirma o pedido. Seria uma volta a tempos menos exagerados?
Só posso esperar que sim, e ao sair, vejo o carregador que antes debochei internamente pensando que poderia ser substituído por um robô retirar cuidadosamente dentre os fardos uma porção de garrafas de… água.
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