Pareço ter convencido de que alter-egos são mais fáceis de se conseguir do que sugerido no primeiro post desta nossa “fight”. O que só nos levou a outros pontos ainda mais suculentos: podemos nos libertar do(s) alter-ego(s)? O que mais nos impulsiona a construí-los em primeiro lugar?
“As pessoas“, como sugerido no post anterior da Larissa, tem um grande peso nisso. Elas moldam você, com suas expectativas de quem você deve representar para elas. Começa na família e, mais sutilmente, nos seus círculos de amigos. Como você apareceu na primeira série de vezes quando encontrou uma nova pessoa define você para sempre.
“Para sempre”?
Pesado, não? Como um ator representando Iago uma temporada de “Othello”, a própria interpretação da personagem por este ator pode começar da simples inveja até o amor proibido deste para com o personagem título. Conforme o tempo passa nesta temporada, e conforme quem assiste a peça esta representação consegue uma série de significados diferentes.
Parte da existência dos alter-egos é condicionada à esta subjetividade da interpretação de outros, o que só adiciona complexidade à esta nossa vida de máscaras. É um constante processo de feedback que define quem somos, em toda nossa multiplicidade.
Por isso, a pessoa que não tem alter-egos tanto não pode como não sobreviveria em sociedade por muito tempo. Portanto, inexiste.
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