Sanfona, guitarras e microscópios
Quem freqüenta o blog já deve ter notado que eu gosto muito da banda curitibana ruído/mm, então não é surpresa alguma eu colocar aqui o primeiro clip (ou é “clipe”?) deles:
Parabéns para a banda, claro, e também para produtora (Mariana Zarpellon), editora (Bia Dantas) e “câmera” (Antonio Guillén)!
Categorizado em: Arte, MúsicaTags:clip, microscópio, Música, ruido/mm
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Vidas privadas
Alguns de vocês que visitaram o blog ontem à tarde ou que viram o feed de RSS devem estar se perguntando o que aconteceu. Posso garantir que está tudo bem, o susto passou.
Voltando do hospital ironicamente sentei para assistir o episódio mais recente de House MD. Precisava de qualquer coisa para descarregar, e nada como seriados enlatados para fazer isso. Mas qual foi minha surpresa quando o paciente da vez foi uma blogueira que publicava online tudo que acontecia na sua vida offline.
O episódio foi cheio das reviravoltas usuais, mas logo no começo o argumento “privacidade x comunidade” foi trazido em algumas cenas. O dr. Taub, mesmo sendo um adúltero reformado, defendeu que a privacidade é uma invenção moderna. Sem segredos você tem comunidade, e a proteção resultante. House disparou que é bem por este motivo que as pessoas se mudam de vilarejos para as cidades grandes.
Blogs, micro-blogs e redes sociais podem ajudar a nos aproximar, sem dúvida. Mas não podem substituir o contato com a vida real, com pessoas de verdade e, principalmente, não podem servir como ferramentas de decisão. Não é porque um desconhecido em Angola comentou que você estava certo em não tomar um certo remédio que você irá parar.
Claro que o exemplo é extremo. É ficção. Um blog pode ser uma válvula de escape de seus pensamentos mais íntimos. Mesmo que direcionados a algo ou alguém, às vezes é melhor pensar em um post como uma catarse que começa e termina nela mesma. Joga-se toda (ou alguma) de sua energia criativa na massa disforme dos seus pensamentos e cria-se um cinzeiro mesmo que você não fume, ou um vaso que você vai dar para alguém que vai usar por um tempo e depois jogar fora.
Nunca considerei posts ou micro-posts como reais pedidos de ajuda, ou chamados à revolução. Considero-os pequenos cinzeiros e vasos que vou construindo, praticando para um dia talvez moldar uma jarra bonita. Mas depois de hoje, do meu episódio real de House, eu aprendi que não são todos que se comportam assim. Existem pessoas buscando um certo sentido de comunidade, proteção ou simplesmente uma audiência para aliviar as pressões do dia-a-dia, que aparentemente só aumentam quando se corta muito perto do osso e se escolhe revelar segredos pelas metades em uma coleção de links qualquer.
Estamos engatinhando para uma nova forma de comunidade, talvez agora levando em conta a recente a adição da privacidade neste conceito tão avesso a mesma. É normal acontecerem alguns tombos enquanto tentamos ficar de pé. Mas é bom saber que podemos nos apoiar uns nos outros para superar os obstáculos, sejam eles reais ou virtuais.
Categorizado em: Comportamento, Meta, PessoalTags:blog, comunidade, hospital, House, Meta, privacidade
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Desconexo…
Sei que já coloquei uma poesia hoje e, que até poderia agendar para essa entrar amanhã, mas gostei tanto desse amontoado de palavras que vai pro site hoje já!!!
Desconexo
A chuva cai como estrelas cintilantes
Cada gota uma lágrima, uma história
Perco meu folego pensando em você
uma ampulheta sem areia, sem tempo
Todos fazem promessas e falam palavras vazias
quando nada significa simplesmente nada
tantas palavras que eu queria dizer
e muitas outras que eu preciso ouvir
Mas dizer adeus é muito dificil
mesmo sabendo que é o caminho mais fácil
mas quem disse que eu gosto do que é fácil!?
quem te disse que eu gosto mentiu feio!
Uma música toca ao fundo como se fosse um tema
fala algo sobre tempos difíceis
ahhh, eu falarei sobre tempos difíceis
Os tempos difíceis se foram
acabam num inferno astral, ou num inferno austral
Seguindo com uma visão nos olhos
com um desejo no coração e todos sabem qual é
As nuvens continuam se aglomerando
quem sabe se agora vem chuva, queria também grama
Uma promessa, que não se quebra e nem se cumpre
Um olhar, um desejo, que não se esconde e nem assume
Mas dizer adeus é muito dificil
mesmo sabendo que é o caminho mais fácil
mas quem disse que eu gosto do que é fácil!?
quem te disse que eu gosto mentiu feio!
Chuva, ampulheta, tempo e grama
tudo desconexo, mas eu sei a trama
tempos díficeis e palavras para ouvir
parece desconexo, mas é só para te ver sorrir
só para te embalar na hora de dormir…
Tags:amor, ampulheta, chuva, Desconexo, fuzzy, grama, tempo dificeis
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Guerra as Amélias
Feliz dia das mulheres para todas as mulheres da minha, da sua, das nossas vidas. E para as que vivem no Sudeste da Nigéria que talvez tenham alguma relação conosco passando pelo Kevin Bacon.
Uma vez dito isso, queria manifestar meu desgosto pelos dois mini-discursos de aceitação dos prêmios de melhor Direção e melhor Filme no Oscar da noite passada, ganhos respectivamente por Kathryn Bigelow e seu filme “Guerra ao Terror”. Até a Barbra Streisand apresentando os indicados foi mais inspiradora. “Chegou o momento”, ela falou ao anunciar a primeira mulher na História a ganhar o Oscar de melhor direção.
Mas o momento de mudança de paradigma que alguém (inclusive Barbra) esperava não chegou. O discurso foi bonito nos agradecimentos, mas depois degringolou, nas duas vezes, na patriotada americana de sempre: “que nossos garotos voltem sãos e salvos”, “eles estão lá por nós”, etc.
Talvez eu tenha entendido errado a mensagem do “Guerra ao Terror” (The Hurt Locker, 2008). Não. Eu entendi corretamente. Ele mostra um take pessoal da guerra, sem fazer julgamentos. Deixando isto para o espectador. Minha visão é anti-guerra, por isso defendo que os artistas ou qualquer um que tenha uma voz que possa ser ouvida tente melhorar o Mundo pelo menos neste aspecto tão grotesco que é a guerra.
Uma das fantasias no imaginário coletivo (inclusive meu) é de que se as mulheres assumirem posições de poder, elas serão mais sensíveis e levarão à Humanidade a um caminho mais fraterno. Se depender de mulheres como a diretora ganhadora do Oscar de 2010, ficaremos exatamente onde estamos, o que não é uma opção.
P.S.: Quais discursos eu gostei? Bem, pra começar, o da Sandra Bullock, que misturou emoção e até piadinhas com a Meryl Streep magistralmente. Jeff Bridges me fez querer ver o filme dele com novos olhos. Christopher Waltz escreveu um discurso de aceitação de deixar muito roteirista com inveja. Über-bingo!
Categorizado em: Atualidade, CinemaTags:Guerra ao Terror, mulheres, Oscar, política
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Mulheres…
Uma singela homenagem para o motivo de estarmos aqui respirando…
Mulheres
Vocês que trazem beleza a minha vida
que trazem problemas ao meu caminho
e que acima de tudo trazem carinho
Vocês que trazem charme e vontades
que com gestos ensinam a amar
e as vezes sequer não param de falar
Mulheres
Mães, irmãs, amigas, Amor
Obrigado por moldar o que somos
Vocês que trazem doçura a minha vida
que com certezas criam várias dúvidas
e que sempre resolvem umas feridas
Vocês que trazem um sorriso no olhar
que aprendem como é importante calor
e nos mostram a magia do amor
Mulheres
Mães, irmãs, amigas, Amor
Obrigado por moldar o que somos
Vocês que nos trazem a vida
que se preocupam com dilemas
nos enchem de problemas
não param de falar
reclamam por engordar
e brigam com o cabelo
Obrigado por nos moldar!
Tags:homenagem, mulheres, obrigado
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